
Claudia MeirelesColunas

Nefrologista explica quando urgência urinária deve ser investigada
Urgência urinária pode ser desde uma consequência da ingestão de um grande volume de líquido até infecções ou doenças renais
atualizado
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A frequência e urgência urinária são os indicativos mais reconhecíveis da infecção urinária, entretanto, não são sintomas exclusivos da condição. A depender dos sinais que acompanham essa súbita vontade de ir ao banheiro, o diagnóstico pode variar desde problemas renais até doenças sistêmicas.
Nefrologista do Complexo Hospitalar de Niterói, no Rio de Janeiro, Valéria Soares destaca que ir ao banheiro vária vezes ao dia pode estar ligado a fatores simples, como alta ingestão de líquidos.
“Entretanto, quando persistente e associada a dor, febre ou dificuldade para urinar, pode sinalizar condições clínicas como a infeção urinária e doenças na próstata”, alerta.

Hábitos alimentares também influenciam diretamente a frequência urinária. Bebidas como álcool e cafeína podem aumentar o volume de xixi. “Na prática clínica, é comum que pacientes associem o aumento do volume urinário a uma doença, quando nem sempre há alteração estrutural”, destaca a especialista.
Outros fatores como consumo de bebidas ácidas ou irritativas, além de níveis elevados de estresse e ansiedade, também podem interferir.
Quando frequência e urgência urinária são um sinal de alerta
Segundo a médica, o sinal de alerta surge quando a urgência para urinar vem acompanhada de sintomas como febre, calafrios, presença de sangue na urina ou dificuldade para esvaziar a bexiga. Doenças sistêmicas também devem ser consideradas.
“No diabetes mellitus descompensado, por exemplo, não há dor ao urinar, mas há aumento significativo do volume urinário, já que a hiperglicemia provoca maior eliminação de glicose pela urina e, consequentemente, mais diurese”, explica Valéria.

Alguns grupos exigem atenção especial, como idosos, gestante e homens, devida às condições relacionadas à próstata.
Nos casos de bexiga hiperativa, a principal diferença está na ausência de dor. “Há aumento da frequência urinária, urgência súbita e, em alguns casos, perda involuntária de urina”, afirma a médica.
Como funciona o diagnóstico
A investigação do quadro começa a partir de avaliação clínica e exames laboratoriais, como urocultura e glicemia em jejum. Outros exames, a exemplo de dosagem de creatinina, eletrólitos e PSA — no caso dos homens — podem ser solicitados para aprofundar o diagnóstico.
“Exames de imagem, como ultrassom das vias urinárias e avaliação do resíduo pós-miccional, também podem ser necessários”, complementa a especialista.

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