
Claudia MeirelesColunas

Imunidade: fruta típica do inverno protege a microbiota intestinal
A nutricionista Sabina Donadelli revela qual fruta ganha protagonismo no inverno e oferece vantagens para a saúde geral do corpo
atualizado
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Quando o inverno chega, a tangerina assume o posto de superalimento da estação. Mais do que sabor e aroma marcantes, a nutricionista Sabina Donadelli revela que a fruta exerce um papel importante nos dias mais frios, atuando como aliada da imunidade, da saúde intestinal e do sistema cardiovascular.
Popular em diferentes regiões do país, a fruta também recebe nomes variados, como mexerica, bergamota e mimosa.
Independentemente da nomenclatura, Sabina destaca que a safra de inverno funciona quase como um “presente da natureza”, garantindo uma parcela importante da recomendação diária de vitamina C, nutriente essencial para a imunidade, produção de colágeno e absorção de ferro.
“A tangerina é uma fruta tipicamente de inverno, e não é coincidência. Quando as infecções respiratórias aumentam, esse aporte faz diferença real no funcionamento do sistema imune”, destaca.

Veja os benefícios da fruta típica do inverno para a saúde
Os benefícios da fruta vão além reforçar a capacidade de o organismo se defender de patógenos. De acordo com Sabina Donadelli, incluir a tangerina na alimentação pode contribuir também para outros sistemas importantes do organismo, especialmente a saúde intestinal.
“A presença de fibras solúveis, especialmente na parte branca localizada entre a casca e os gomos, fornece pectina, uma fibra que alimenta a microbiota intestinal e contribui para a saúde digestiva. O ideal é não retirá-lo completamente ao comer a fruta”, orienta.
O coração também pode se beneficiar do consumo regular da fruta durante o inverno.
“A tangerina é uma boa fonte de potássio, mineral importante para a regulação da pressão arterial e para o funcionamento do coração. Quando consumida dentro de uma alimentação equilibrada, contribui de forma consistente para a saúde cardiovascular”, afirma.
Outro ponto destacado pela nutricionista é o impacto da fruta no controle glicêmico. “Apesar do sabor adocicado, a tangerina tem índice glicêmico moderado e não provoca picos bruscos de açúcar no sangue quando consumida inteira”, ressalta.
Quanto consumir?
Segundo Sabina Donadelli, a maioria das pessoas saudáveis pode se beneficiar dos nutrientes da fruta ao consumir de duas a três unidades por dia.
“Os benefícios aparecem quando a tangerina faz parte de uma alimentação equilibrada, sempre respeitando o contexto individual”, reforça.
Apesar da recomendação, a especialista destaca que não existe uma quantidade ideal universal.
“O ideal é incluir a tangerina dentro da variedade de frutas consumidas ao longo do dia e não como substituta de todas as outras. Diversidade é a chave de uma alimentação funcional”, conclui.

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