Ginecologista cita sintomas que indicam que você pode ter endometriose
O ginecologista Rodrigo Fernandes aponta os indícios da endometriose. A doença afeta em torno de 190 milhões de mulheres e meninas no mundo

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta em torno de 190 milhões de mulheres e meninas em idade reprodutiva (entre 15 a 49 anos) em todo o mundo. O número corresponde a 10% da população nessa faixa etária. O ginecologista Rodrigo Fernandes aponta os sintomas que podem indicar um possível diagnóstico da doença crônica.
Especialista no tratamento da condição, o médico menciona que a dor pélvica é o indício mais comum da endometriose.
À coluna Claudia Meireles, o embaixador da Sociedade Mundial de Endometriose (WES, sigla em inglês) esclarece que nem sempre as meninas e mulheres sabem identificar se a dor é apenas uma cólica menstrual normal ou um sinal da doença.
“Como saber se o que você sente é apenas uma cólica menstrual normal ou um sinal da doença? Na verdade, existem seis sintomas principais que chamamos de ‘seis Ds’ da endometriose, que, quando se intensificam durante a menstruação, levantam a suspeita da condição”, explica o ginecologista.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSeis Ds da endometriose
- Dismenorreia: dor intensa durante a menstruação;
- Dispareunia: dor durante a relação sexual, principalmente profunda;
- Disúria: dor ao urinar;
- Disqueia: dor ao evacuar;
- Dor crônica pélvica;
- Dificuldade para engravidar.
Quem apresentar alguns ou todos os sinais, deve buscar um ginecologista.
Na consulta, Rodrigo aconselha descrever em detalhes cada um dos sintomas, pois a partir do relato e da avaliação clínica, o especialista indicará os exames a fim de confirmar o diagnóstico. Geralmente, os médicos sugerem fazer ultrassom e ressonância magnética com preparo específico para a condição.

O especialista ressalta que a endometriose surge na adolescência, ou até antes, porém costuma ser descoberta mais tarde, especialmente por conta do jargão “menstruar é normal.”
“Essa frase corriqueira, somada ao desconhecimento da doença, por pacientes e até por muitos médicos, é um dos motivos pelos quais o diagnóstico costuma levar, em média, quase oito anos desde o início dos sintomas. Algumas mulheres chegam a procurar mais de oito profissionais até obter a confirmação da doença“, sustenta o ginecologista.
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