Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Claudia Meireles

Endocrinologista cita os perigos para a saúde de manter a glicose alta

A endocrinologista Raissa Castro pontua como a glicose em nível elevado prejudica o metabolismo e desencadeia problemas de saúde

, 21/01/2026 18:58, atualizado 22/01/2026 10:46
Compartilhar notícia
Getty Images
Endocrinologista cita os perigos para a saúde de manter a glicose alta

Classificada como um açúcar simples, a glicose é descrita como o “combustível” do corpo. Gerada pela digestão dos alimentos, em especial dos carboidratos, a substância circula pelo organismo. Primeiramente, entra na corrente sanguínea e, com o auxílio da insulina, é levada para dentro das células a fim de gerar energia.

Quando o açúcar no sangue é liberado de modo exagerado, gera um desequilíbrio no metabolismo, o que pode desencadear problemas de saúde, a exemplo do diabetes. “Manter a glicose alta ou com grandes oscilações não é apenas um número ruim no exame. Isso gera dano progressivo e sistêmico”, ressalta a endocrinologista Raissa Castro.

Endocrinologista cita os perigos para a saúde de manter a glicose alta - destaque galeria
4 imagens
A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo
Alguns hábitos prejudicam o controle glicêmico
A glicose oferece energia para as células
Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças
1 de 4

Manter elevado o nível glicêmico impacta na saúde e contribui para o surgimento de doenças

Getty Images
A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo
2 de 4

A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo

Getty Images
Alguns hábitos prejudicam o controle glicêmico
3 de 4

Alguns hábitos prejudicam o controle glicêmico

Halfpoint Images/Getty Images
A glicose oferece energia para as células
4 de 4

A glicose oferece energia para as células

Getty Images

Atendendo em Natal (RN), a médica especialista em endocrinologia e metabologia menciona os perigos para a saúde de manter a glicose elevada e instável. Antes de citar os riscos, ela afirma ser importante destacar: “A variedade glicêmica (picos e quedas frequentes) é tão prejudicial quanto a glicose persistentemente alta.”

O primeiro perigo está relacionado ao surgimento de doenças cardiovasculares. “A hiperglicemia acelera a aterosclerose, ou seja, a formação de placas de gordura na parede das artérias, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC)“, explica a médica expert em emagrecimento saudável.

Foto colorida de artéria com placa de gordura - Metrópoles
A glicose em nível elevado favorece a formação de placas de gordura na parede das artérias, quadro conhecido como aterosclerose

Outro ponto listado pela especialista é o comprometimento dos rins, condição chamada de nefropatia diabética. “A glicose elevada lesa os pequenos vasos renais, podendo levar à insuficiência renal”, enfatiza. A endocrinologista aponta também o aparecimento de lesões neurológicas, isto é, a neuropatia.

No caso das lesões neurológicas, o indivíduo pode apresentar formigamento, dor, perda de sensibilidade e risco de feridas, especialmente nos pés. Manter a glicose alta desencadeia complicações oculares, a exemplo da retinopatia. “Tende a evoluir para perda visual irreversível, se não diagnosticada precocemente”, cita Raissa.

Segundo a médica, o açúcar no sangue em nível elevado promove a glicação de proteínas e, consequentemente, aumenta a inflamação e acelera o envelhecimento celular. A endrocrinologista sinaliza a respeito do maior risco de infecções. “O excesso de glicose compromete a resposta imunológica”, finaliza a especialista.

Foto colorida de dedo com gota de sangue - Metrópoles
O excesso de glicose compromete a resposta imunológica, segundo a médica

Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.