
Claudia MeirelesColunas

Endocrinologista cita os perigos para a saúde de manter a glicose alta
A endocrinologista Raissa Castro pontua como a glicose em nível elevado prejudica o metabolismo e desencadeia problemas de saúde
atualizado
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Classificada como um açúcar simples, a glicose é descrita como o “combustível” do corpo. Gerada pela digestão dos alimentos, em especial dos carboidratos, a substância circula pelo organismo. Primeiramente, entra na corrente sanguínea e, com o auxílio da insulina, é levada para dentro das células a fim de gerar energia.
Quando o açúcar no sangue é liberado de modo exagerado, gera um desequilíbrio no metabolismo, o que pode desencadear problemas de saúde, a exemplo do diabetes. “Manter a glicose alta ou com grandes oscilações não é apenas um número ruim no exame. Isso gera dano progressivo e sistêmico”, ressalta a endocrinologista Raissa Castro.
Atendendo em Natal (RN), a médica especialista em endocrinologia e metabologia menciona os perigos para a saúde de manter a glicose elevada e instável. Antes de citar os riscos, ela afirma ser importante destacar: “A variedade glicêmica (picos e quedas frequentes) é tão prejudicial quanto a glicose persistentemente alta.”
O primeiro perigo está relacionado ao surgimento de doenças cardiovasculares. “A hiperglicemia acelera a aterosclerose, ou seja, a formação de placas de gordura na parede das artérias, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC)“, explica a médica expert em emagrecimento saudável.

Outro ponto listado pela especialista é o comprometimento dos rins, condição chamada de nefropatia diabética. “A glicose elevada lesa os pequenos vasos renais, podendo levar à insuficiência renal”, enfatiza. A endocrinologista aponta também o aparecimento de lesões neurológicas, isto é, a neuropatia.
No caso das lesões neurológicas, o indivíduo pode apresentar formigamento, dor, perda de sensibilidade e risco de feridas, especialmente nos pés. Manter a glicose alta desencadeia complicações oculares, a exemplo da retinopatia. “Tende a evoluir para perda visual irreversível, se não diagnosticada precocemente”, cita Raissa.
Segundo a médica, o açúcar no sangue em nível elevado promove a glicação de proteínas e, consequentemente, aumenta a inflamação e acelera o envelhecimento celular. A endrocrinologista sinaliza a respeito do maior risco de infecções. “O excesso de glicose compromete a resposta imunológica”, finaliza a especialista.

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