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Endócrino lista grupos de risco para glicose alta e gordura no fígado
A endocrinologista Jacy Maria Alves cita que a glicose alta e a gordura no fígado estão interligadas. Algumas pessoas apresentam maior risco
atualizado
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Em entrevista anterior à coluna Claudia Meireles, a endocrinologista e metabologista Jacy Maria Alves explicou que o descontrole da glicose é um dos grandes vilões da saúde do fígado. A médica destacou que o excesso de açúcar circulando no sangue é transformado em gordura pelo órgão do sistema digestório e esse teor lipídico é estocado pela glândula dentro das próprias células hepáticas.
De acordo com a mestra em medicina interna, alguns estudos mostraram que o risco da associação entre glicose alta e saúde do fígado “não é igual para todos” os indivíduos. “Você deve ter atenção redobrada caso se encaixe em um destes grupos”, menciona a especialista.
Abaixo, Jacy lista quem deve ficar em alerta com relação à glicose elevada e à saúde do fígado:
- Pessoas com diabetes tipo 2: mais de 50% dos pacientes diabéticos já apresentam algum grau de gordura no fígado.
- Obesidade, principalmente abdominal: se a gordura concentra na barriga, o risco é maior. Em casos de obesidade severa, a prevalência pode passar de 90%.
- Síndrome metabólica: quem tem pressão alta, triglicerídeos altos e pré-diabetes.
- Crianças e adolescentes: nota-se cada vez mais jovens com resistência à insulina desenvolvendo quadros hepáticos que antes só eram vistos em adultos.

Conforme a metabologista, existem fatores genéticos que aumentam a predisposição da relação entre glicose alta e os danos à saúde do fígado, como determinadas variações em genes específicos. Entretanto, a médica salienta que “a genética não é sentença.”
“Mesmo que você tenha predisposição hereditária, o ‘gatilho’ para a doença geralmente é o estilo de vida. A ciência mostra que mudanças na alimentação — como a adoção de uma dieta mais natural, estilo mediterrâneo — e o controle do peso podem “silenciar” esses genes de risco”, garante a endocrinologista.
A especialista recomenda “não olhar para a glicose alta e para o fígado como problemas separados”. “Se o exame de sangue mostra glicose alterada, investigue o fígado. Se o ultrassom revela gordura hepática, cuide da glicose. O tratamento envolve olhar o corpo como um todo, focando não apenas em remédios, mas em como se alimenta e se movimenta”, sugere.

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