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Hepatologista cita as melhores frutas para recuperar a saúde do fígado
A hepatologista Natália Trevizoli explica os benefícios dessas frutas e como elas ajudam o fígado no processo de recuperação
atualizado
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Nas festas de Réveillon, algumas pessoas são fiéis a uma única bebida alcoólica, enquanto outras optam por misturar do espumante a cerveja ou do uísque ao vinho, sem contar os coquetéis. Caso esteja sofrendo de ressaca pós-virada de ano, a coluna Claudia Meireles vem te ajudar na missão de recuperar a saúde do fígado após exagerar nas doses de álcool.
De acordo com a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, entre os órgãos mais afetados pelo consumo excessivo de álcool está o fígado. A substância causa estresse às células hepáticas, acúmulo de gordura e fibrose, que é um enrijecimento da glândula e precursor de cirrose.
Após um episódio de ingestão exagerada de álcool, a médica orienta suspender o consumo de bebida alcoólica por um período: “O fígado tem grande capacidade de regeneração, mas isso só acontece na ausência da agressão”. Ela aconselha manter uma alimentação leve, com menor teor de gordura e ultraprocessados, mas rica em frutas.
“Frutas com alto teor de água, fibras, vitaminas e antioxidantes favorecem a hidratação, o trânsito intestinal e o equilíbrio metabólico — todos fatores que auxiliam o fígado na recuperação”, argumenta a hepatologista.

Com ressaca? Veja as frutas benéficas para o fígado
Abaixo, Natália lista as frutas mais indicadas para esse processo de “restauração” do fígado:
- Melancia e melão: alta hidratação
- Laranja, kiwi, morango e abacaxi: ricos em vitamina C e antioxidantes, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo
- Banana: auxilia na reposição do potássio, muitas vezes, perdido com vômitos, diarreia ou ressaca.
A hepatologista avisa que esses alimentos “não curam o fígado”, mas oferecem suporte ao organismo quanto recupera a função. “O mais importante continua sendo parar de beber e, se houver sintomas persistentes, procure avaliação médica para exames”, conclui a especialista em transplante hepático.

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