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Endocrinologista explica o que fazer após um pico de glicose
A médica Larissa Pimentel aponta táticas simples que devem ser colocas em prática para controlar a glicose após um pico do açúcar no sangue
atualizado
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Na maioria das vezes, o pico glicêmico é resultante do consumo de carboidratos refinados ou açúcares. Comer alimentos com esses ingredientes na composição tende a aumentar de forma rápida e acentuada a glicose, ou seja, o nível de açúcar no sangue. Todo esse processo ocorre entre 60 a 90 minutos após a refeição.
A coluna Claudia Meireles requisitou a endocrinologista e metabologista Larissa Pimentel para saber: o que deve ser feito após um pico de glicose? A médica é preceptora de residência em endocrinologia do Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN).
A especialista em climatério e menopausa salienta que “alguns comportamentos simples e baseados em fisiologia” podem auxiliar no controle do índice do açúcar no sangue.
Confira abaixo:
- Ingestão de água: melhora a hemodiluição e auxilia o rim a excretar glicose quando há excesso.
- Consumo de fibras: comer uma salada rica em fibras insolúveis ou uma colher de psyllium por contribuir com a redução da velocidade de absorção da glicose.
- Priorize a ordem alimentar: primeiro, deve-se ingerir fibras e vegetais; em seguida, é a vez das proteínas e gorduras boas; e, por último, carboidratos. “Essa sequência reduz a resposta insulinêmica em até 30% e 40% em estudos”, pondera a médica.
- Prefira carboidratos complexos com menor índice glicêmico: entre as opções constam arroz integral; raízes cozidas al dente; aveia; frutas com fibras e menos maduras; e leguminosas, por exemplo, feijão, lentilha e grão-de-bico.
- Evite permanecer sentado ou deitado: posição sedentária prolonga o pico pós-prandial.

A endocrinologista dá mais alguns conselhos que devem ser colocados em prática a longo prazo. “Busque construir massa muscular, pois uma boa composição corporal, com massa magra, aumenta a sensibilidade insulínica”, endossa. Larissa bate na tecla sobre o músculo ser o “maior órgão consumidor de glicose.”
“Mulheres com mais de 40 anos perdem massa rapidamente no climatério. Isso aumenta a resistência insulínica”, argumenta a especialista. Ela frisa que o treino de força é uma intervenção metabólica fundamental.
Outra recomendação da metabologista envolve ajustar o sono e o estresse por aumentar o cortisol e reduzir a sensibilidade à insulina no dia seguinte. “Não deixe de passar por uma avaliação médica contínua, assim como por toda uma equipe multidisciplinar”, instrui Larissa Pimentel.

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