Claudia Meireles

Dermatilomania: psiquiatra cita quando procurar ajuda para tratamento

Segundo a psiquiatra Renata Verna, a dermatilomania é um transtorno obsessivo-compulsivo. A pessoa tem dificuldade para controlar o impulso

atualizado

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Foto colorida do pescoço de uma mulher com manchas vermelhas. - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do pescoço de uma mulher com manchas vermelhas. - Metrópoles - Foto: Witthaya Prasongsin / Getty Images

Também chamada de transtorno de escoriação ou skin picking, em tradução do inglês, a dermatilomania é uma condição de saúde mental caracterizada pelo ato repetitivo e compulsivo de cutucar, beliscar, coçar ou arrancar a própria pele. “Isso ocorre mesmo sem haver um problema dermatológico que justifique”, explica a psiquiatra Renata Verna à coluna Claudia Meireles.

Médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, a especialista argumenta que esse comportamento costuma ocorrer como uma forma de aliviar a ansiedade, tensão, estresse ou sentimentos negativos, porém, acaba por ocasionar lesões, feridas e cicatrizes na pele, além de sofrimento emocional. “A pessoa geralmente tem dificuldade de controlar o impulso, mesmo querendo parar”, reitera.

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O transtorno costuma ocorrer como uma forma de aliviar o estresse
O indivíduo tem dificuldade de controlar o impulso, mesmo querendo parar
A dermatilomania é um transtorno obsessivo-compulsivo
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A dermatilomania é um transtorno obsessivo-compulsivo

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O transtorno costuma ocorrer como uma forma de aliviar o estresse
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O transtorno costuma ocorrer como uma forma de aliviar o estresse

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O indivíduo tem dificuldade de controlar o impulso, mesmo querendo parar
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O indivíduo tem dificuldade de controlar o impulso, mesmo querendo parar

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Ao esclarecer o que é a dermatilomania, a psiquiatra detalha quando um indivíduo precisa procurar ajuda especializada para tratar o transtorno:

  1. O hábito de cutucar a pele não consegue ser controlado;
  2. Há feridas frequentes, infecções e cicatrizes;
  3. O comportamento causa sofrimento emocional significativo;
  4. Existe impacto na autoestima, vida social ou profissional;
  5. A pessoa sente vergonha intensa, culpa ou angústia por não conseguir parar.

De acordo com Renata, o tratamento para a dermatilomania envolve psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC). “Em alguns casos, pode ser necessário tratamento medicamentoso, sempre avaliado por um psiquiatra”, alerta. Ela pontua que o acompanhamento dermatológico também tende a ser útil para o cuidado das lesões na pele.

Foto colorida de homem cutucando ferida próximo à boca - Metrópoles
A dermatilomania é caracterizada pelo ato repetitivo e compulsivo de cutucar, beliscar, coçar ou arrancar a própria pele

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