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Dermatilomania: psiquiatra cita quando procurar ajuda para tratamento
Segundo a psiquiatra Renata Verna, a dermatilomania é um transtorno obsessivo-compulsivo. A pessoa tem dificuldade para controlar o impulso
atualizado
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Também chamada de transtorno de escoriação ou skin picking, em tradução do inglês, a dermatilomania é uma condição de saúde mental caracterizada pelo ato repetitivo e compulsivo de cutucar, beliscar, coçar ou arrancar a própria pele. “Isso ocorre mesmo sem haver um problema dermatológico que justifique”, explica a psiquiatra Renata Verna à coluna Claudia Meireles.
Médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, a especialista argumenta que esse comportamento costuma ocorrer como uma forma de aliviar a ansiedade, tensão, estresse ou sentimentos negativos, porém, acaba por ocasionar lesões, feridas e cicatrizes na pele, além de sofrimento emocional. “A pessoa geralmente tem dificuldade de controlar o impulso, mesmo querendo parar”, reitera.
Ao esclarecer o que é a dermatilomania, a psiquiatra detalha quando um indivíduo precisa procurar ajuda especializada para tratar o transtorno:
- O hábito de cutucar a pele não consegue ser controlado;
- Há feridas frequentes, infecções e cicatrizes;
- O comportamento causa sofrimento emocional significativo;
- Existe impacto na autoestima, vida social ou profissional;
- A pessoa sente vergonha intensa, culpa ou angústia por não conseguir parar.
De acordo com Renata, o tratamento para a dermatilomania envolve psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC). “Em alguns casos, pode ser necessário tratamento medicamentoso, sempre avaliado por um psiquiatra”, alerta. Ela pontua que o acompanhamento dermatológico também tende a ser útil para o cuidado das lesões na pele.

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