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Claudia Meireles

Chef detalha como conheceu Peppino di Capri, que morreu aos 86 anos

À frente da Trattoria do Rosário, o chef Rosario Tessier lembra como conheceu Peppino di Capri e os gostos culinários do cantor

Imagem cedida ao Metrópoles
Chef detalha como conheceu Peppino di Capri, que morreu aos 86 anos

O ícone da música italiana Peppino di Capri morreu no último sábado (11/7), aos 86 anos. Dono de uma voz inconfundível, o cantor marcou gerações com mais de seis décadas de sucessos. Em Brasília, o músico já se apresentou em duas ocasiões: em 2017, com a turnê E le Canzoni D’Amore, e em 2019, quando celebrou 60 anos de carreira com o espetáculo Per Amore.

Em sua primeira visita a capital federal, Peppino Di Capri fez questão de honrar suas raízes e visitou o restaurante do compatriota, Rosario Tessier, chef e proprietário da Trattoria da Rosario, no Lago Sul, um dos restaurantes italianos mais conceituados da cidade.

Batizado como Giuseppe Faiella, Peppino Di Capri morreu aos 86 anos; a causa da morte não foi confirmada

De acordo com o restaurateur, o encontro com a lenda da música italiana aconteceu no próprio restaurante. “Ele veio para Brasília a convite do Marcelo Piano. Almoçou comigo aqui na Trattoria, se eu não me engano duas vezes”, destacou.

Como bons italianos, os dois aproveitaram o momento em volta da mesa. “Ele gostava de comer uma massa simples. Um spaghetti alla puttanesca e uma massa com polvo. Nós, napolitanos, não comemos muita carne, preferimos frutos do mar”, salientou.

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A colunista Claudia Meireles esteve presente durante a visita de Peppino di Capri ao restaurante Trattoria do Rosario, em 2017

Chef Rosário Tessier lembra como conheceu Peppino Di Capri

A relação entre os dois, porém, começou muito antes das visitas a Brasília. Rosario Tessier revela que conheceu o cantor ainda jovem, aos 16 anos, na Itália. “Foi em um restaurante perto da minha casa. Eu morava em uma colina, a 500 metros de altura do nível do mar, e lá tinha um empreendimento chamado Ristorante Da Michele, no município de Camaldoli. Eu trabalhava na peixaria do empreendimento”, contou.

Nesse local, Peppino Di Capri costumava vender os peixes que capturava em dias de pescaria com os amigos. “A cada dois meses, ele ia ao restaurante para assar na brasa os peixes que pescava. O restaurante nem existe mais, ficou aberto por 60 anos”, detalhou.

Peppino di Capri
Peppino di Capri, Marcelo Piano e chef Rosario Tessier

Rosário lembra que, à época, chegou a tirar uma foto com Peppino, porém, com o passar do tempo e as mudanças de vida, a imagem se perdeu. “Quando me mudei para o Brasil, meu irmão caçula foi guardar minhas coisas no apartamento que eu tinha na Itália. Essa foto, entre outros itens que eu procurava, não apareceu mais”, comentou.

A memória ficou viva. Quando Peppino veio a Brasília, o chef fez questão de relembrar o episódio com o próprio cantor. “Fizemos uma foto em 2017 e lembrei daquela ocasião em que nos vimos no dia que ele foi levar aquele peixe. Estamos falando de uma história que aconteceu há 50 anos”, contou.

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