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Andreza Matais

Ninguém assume paternidade e indicação para CVM sobe no telhado

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse à interlocutores que vai pedir ao governo para trocar o nome de Otto Lobo

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A indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) subiu no telhado. A coluna apurou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse à interlocutores que pretende pedir ao governo que mande outro nome para a vaga.

O motivo: com o avanço das investigações sobre o Banco Master, ninguém mais quer assumir a paternidade da indicação. Alcolumbre rechaça ser o padrinho. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também diz que o “filho” não é dele.

Passados quase dois meses da indicação do nome pelo governo, Alcolumbre ainda não a encaminhou para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) organizar a sabatina, primeiro passo antes da votação.

A CVM e o caso Master

Nesta segunda-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou pedido do Ministério Público junto ao TCU para impedir a sabatina de Lobo ignorando entendimento da área técnica de que ele teria atuado para favorecer interesses do Banco Master.

A Corte entendeu que não tem a prerrogativa de interferir nos trabalhos do Congresso. Portanto, cabe aos senadores vetar ou não a indicação do governo Lula para a vaga.

Responsável por regular fundos de investimento, a CVM admite que detectou movimentações atípicas do Master desde 2022 e não tomou providências que pudessem paralisar as fraudes.

“A CVM sabia desde 2022, desde antes até, e não que é não fez nada; ela fez vários processos, está fazendo. Alguns poderiam ser mais rápidos. Realmente, o pessoal trabalha além da capacidade máxima. E aí você vê que tem acúmulo de processos por pessoas e aquilo poderia ser mais rápido se tivesse mais gente.  Mas também tem recursos tecnológicos que precisam ser feitos”, justificou o presidente interino, João Carlos Uzeda Accioly, em audiência na CAE semana passada.

Accioly disse aos senadores que há ao menos 200 processos em análise na CVM que podem acarretar punições à instituição financeira por possíveis fraudes e outras irregularidades. Desses, 24 relacionam o Master, o Banco Regional de Brasília (BRB) e a gestora de investimento Reag, informou.

As disputas políticas desfalcaram a CVM. Das cinco vagas na diretoria, apenas duas estão preenchidas.

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