Caso Master: grupo de senadores pede para CGU fazer auditoria na CVM

Os congressistas reconheceram que têm dificuldade com as quebras de sigilo por insuficiência de corpo técnico

atualizado

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Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
1 de 1 Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) - Foto: Kevin Lima/Metrópoles

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), se reuniu, nessa quarta-feira, com integrantes da Controladoria-Geral da União (CGU) para discutir os desdobramentos do caso do Banco Master. Estava acompanhado das senadoras Damares Alves (Republicanos-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MT), Leila Barros (PDT-DF).

O grupo de trabalho pediu uma auditoria na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e apoio técnico da CGU para analisar a quebra de sigilos. Reconheceram que o Congresso não tem estrutura para fiscalizar por insuficiência de corpo técnico para analisar as quebras de sigilo.

Há de se lembrar que o presidente interino da CVM, João Accioly, classificou as fraudes financeiras do Master como um “engana que eu gosto”.

Segundo ele, gestores e investidores tinham um “alinhamento perverso” para fraudar balanços do Master e permitir que Certificados de Depósito Bancário (CDBs) continuassem a ser emitidos, com informações falsas enviadas ao Banco Central.

Segundo apurou o Metrópoles, foi pedida a ajuda do controlador-geral da União, Vinícius de Carvalho, que se mostrou solícito para o apoio técnico e em relação às auditorias. Ele explicou, no entanto, que a CGU não pode auditar o Banco Central (Bacen) por conta da Lei Complementar 179/2021, que deu independência à instituição financeira.

O CGU também mencionou que o órgão já tem auditorias publicadas sobre a CVM, com recomendações ainda não implementadas pela agência, e que isso pode ser objeto dos trabalhos da comissão.

O tema da restrição orçamentária das agências também foi debatido, como a limitação de capital e de pessoal, que podem inviabilizar a fiscalização e favorecer a ocorrência de ilícitos. Houve reação dos parlamentares pela retomada orçamentária destas autarquias.

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