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Andreza Matais

Flávio Bolsonaro é contra PL dos jogos, mas frequenta cassinos nos EUA

Flávio Bolsonaro é contra legalização dos jogos no Brasil, mas costuma frequentar cassinos em viagens aos EUA

atualizado

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Divulgação/Senado Federal
Imagem colorida de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Metrópoles - Foto: Divulgação/Senado Federal

Na última quarta-feira (2/7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou com seus 3,4 milhões de seguidores no X (antigo Twitter) nota contra a aprovação do projeto de lei que pretende legalizar as atividades de bingos, cassinos e do jogo do bicho no Brasil. Embora se oponha à legalização dessas práticas no país, Flávio costuma frequentar cassinos no exterior, especialmente nos Estados Unidos.

A mais recente viagem conhecida com esse propósito ocorreu em janeiro deste ano. No dia 18 – fim de semana anterior à posse de Donald Trump como presidente dos EUA –, ele e o advogado Willer Tomaz estiveram em uma sala reservada do Seminole Hard Rock Hotel & Casino, em Miami.

No fim da noitada, Willer sacou US$ 236 mil em dinheiro vivo, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo.

Em janeiro de 2020, no início do governo de Jair Bolsonaro (PL), Flávio também esteve nos Estados Unidos – em uma viagem custeada pelo Senado – para uma série de compromissos, incluindo um encontro com o magnata dos cassinos Sheldon Adelson (1933–2021).

Na ocasião, o senador integrou comitiva da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), ao lado do colega Irajá (PSD-TO), atual relator do projeto que trata da legalização dos cassinos.

Oficio de Flavio Bolsonaro sobre viagem aos EUA
Ofício de Flávio Bolsonaro solicitando viagem aos EUA

Apesar de frequentar estabelecimentos de jogos em outros países, Flávio Bolsonaro tem se posicionado contra a proposta no Senado. Quando o texto foi votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, em junho do ano passado, o senador votou contra. Ainda assim, o projeto foi aprovado por 14 votos a 12.

A nota compartilhada por Flávio é de autoria do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), entidade que reúne dirigentes de igrejas protestantes. O documento manifesta oposição à aprovação do projeto, mencionando riscos, como o endividamento da população e o vício em jogos de azar, conhecido como ludopatia. “Nota de repúdio à aprovação da jogatina!”, escreveu o senador ao divulgar o texto em seu perfil no X.

Atualmente, o projeto aguarda votação no Plenário do Senado. Segundo parlamentares envolvidos com o tema, a proposta pode ser apreciada já na próxima semana, antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

Como já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto, se passar no Senado, seguirá para sanção do presidente Lula (PT). Além dos cassinos, o texto prevê a legalização de bingos, do jogo do bicho e de apostas em corridas de cavalos.

A reportagem procurou Flávio Bolsonaro para comentários, mas não obteve resposta até o momento.

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