Abin Paralela: Flávio Bolsonaro chama investigação de “mentirosa”

A PF indiciou nesta terça (17/6) Alexandre Ramagem e Carlos Bolsonaro. Flávio disse que é “mais uma acusação mentirosa”

atualizado

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Agência Senado
Flávio Bolsonaro
1 de 1 Flávio Bolsonaro - Foto: Agência Senado

Atualização: ao contrário do que foi divulgado inicialmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi um dos indiciados, nesta terça-feira (17/6), pela Polícia Federal no caso da “Abin paralela”. Fontes da PF confirmaram ao Metrópoles o equívoco na informação repassada à imprensa. O relatório da investigação detalha que Bolsonaro teria se beneficiado com o caso, mas, por uma questão técnica, segundo a PF, ele ficou de fora da lista de indiciados.

Os demais suspeitos de envolvimento, como o filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o ex-diretor da Abin, deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e outras 31 pessoas seguem entre os indiciados.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), chamando de “mentirosa e sem pé nem cabeça” a investigação da Abin paralela feita pela Polícia Federal (PF), que resultou, nesta terça-feira (17/6), no indiciamento de Carlos e do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin.

“Mais uma acusação mentirosa, sem pé nem cabeça. Jair Bolsonaro nunca foi sequer ouvido nesse inquérito chamado de “Abin paralela” e, mesmo assim, foi indiciado. Carlos Bolsonaro foi incluído nessa perseguição por causa de uma mensagem que sua funcionária enviou a Ramagem, quando ele não estava mais na Abin, e a mensagem sequer foi respondida. Ou seja, a mensagem foi ignorada e não houve nenhuma consequência prática”, escreveu Flávio.


O que está acontecendo

  • A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conclusão do inquérito que apura a existência de estrutura ilegal de espionagem dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecida como “Abin Paralela”.
  • Foram indiciados o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin; o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho 02 do ex-presidente; e o atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa.
  • Além desses, mais 31 pessoas foram indiciadas.
  • A investigação da PF gira em torno da utilização da Abin para o monitoramento de opositores e adversários políticos do ex-presidente entre 2019 e 2021, sob a gestão do então diretor do órgão, Alexandre Ramagem.
  • Segundo a PF, a espionagem paralela era feita por meio do software de inteligência israelense First Mile, adquirido durante o governo de Michel Temer. A ferramenta permite rastrear a localização de pessoas a partir de informações fornecidas por torres de telecomunicações.

Segundo o senador, “bastou ontem o Carlos Bolsonaro ter se manifestado em suas redes sociais sobre a intenção de concorrer ao Senado e, hoje, a Polícia Federal vaza a notícia de seu indiciamento. Deve ser só uma coincidência”.

“Trata-se de recorrente e descarada estratégia de pautar a mídia, para tirar rápido do noticiário os graves fatos dos diálogos de Mauro Cid, que deverão ensejar a anulação de sua delação, se ainda existir lei nesse país”, concluiu Flávio Bolsonaro.

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