Lira, Moraes e Doria: saiba quem foi espionado pela Abin Paralela
Polícia Federal enviou ao STF a conclusão do inquérito da Abin Paralela. Alexandre Ramagem e Carlos Bolsonaro foram indiciados
atualizado
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Atualização: ao contrário do que foi divulgado inicialmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi um dos indiciados, nesta terça-feira (17/6), pela Polícia Federal no caso da “Abin paralela”. Fontes da PF confirmaram ao Metrópoles o equívoco na informação repassada à imprensa. O relatório da investigação detalha que Bolsonaro teria se beneficiado com o caso, mas, por uma questão técnica, segundo a PF, ele ficou de fora da lista de indiciados.
Os demais suspeitos de envolvimento, como o filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o ex-diretor da Abin, deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e outras 31 pessoas seguem entre os indiciados.
Em julho de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes derrubou o sigilo da investigação que integrou a quarta fase da Operação Última Milha, que apurou o uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem ilegal de adversários políticos do governo Jair Bolsonaro (PL). Nesta terça-feira (17/6), a Polícia Federal (PF) enviou ao STF a conclusão do inquérito.
Foram indiciados o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, e o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho 02 do ex-presidente. Além deles, outras 32 pessoas teriam sido indiciadas.
O documento liberado naquela ocasião por Moraes cita os nomes das pessoas espionadas ilegalmente pela “organização criminosa”, por meio de sistemas da Abin, durante a gestão de Bolsonaro. As apurações revelaram que membros dos Três Poderes e jornalistas foram alvos de ações do grupo.
Veja os espionados:
- Poder Judiciário: ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux.
- Poder Legislativo: deputado federal Arthur Lira (ex-presidente da Câmara dos Deputados), deputado Rodrigo Maia (ex-presidente da Câmara dos Deputados), o deputado federal Kim Kataguiri e a ex=deputada federal Joice Hasselmann; senadores Alessandro Vieira, Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues.
- Poder executivo: ex-governador de São Paulo João Doria; servidores do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges; auditores da Receita Federal Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.
- Jornalistas: Monica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista.
Também houve a criação de perfis falsos e a divulgação de informações sabidamente inverídicas.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.














