Andreza Matais

Coaf deveria ter informado o governo de Goiás, diz Caiado

“Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado”, disse Caiado

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Leonardo Amaro/Metrópoles
Ronaldo Caiado participa de evento da Amcham Brasil em SP - Metrópoles
1 de 1 Ronaldo Caiado participa de evento da Amcham Brasil em SP - Metrópoles - Foto: Leonardo Amaro/Metrópoles

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD, ex-União Brasil), que esteve em evento com empresário fornecedor de seu governo com vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) culpou o governo federal por não prestar informações “para apontar quem tem problema ou não”. Em nota ao Metrópoles, ele disse que isso poderia ser feito com um aviso do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aos órgãos de controle estaduais.

“Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado, já que apenas o Coaf do governo federal tem acesso a dados do sistema financeiro que permitiriam a identificação e a ação preventiva”, afirmou o pré-candidato.

A função do Coaf é notificar autoridades investigativas, como Ministério Públicos e polícias, quando há um conjunto de operações financeiras suspeitas, não os governos estaduais. Mas nem todas as comunicações significam ocorrências de crimes.

A assessoria de Caiado recebeu perguntas enviadas pela reportagem e respondeu quase todas elas – menos uma que questiona seu entendimento sobre combate ao crime após seu chefe de segurança matar um delator do PCC. Ele disse que não mantém “relação pessoal” com advogada Maria Caroline Lazarini Dias, que dirigiu o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed). O Imed contratou como fornecedoras empresas ligadas a Thiago Telles, investigado pela Polícia Civil de São Paulo.

“Conheci a citada empresária na qualidade de prestadora de serviços ao governo e com ela não mantive ou mantenho relação pessoal de nenhuma natureza”, disse o ex-governador à reportagem.

Íntegra das respostas de Ronaldo Caiado
“1- As perguntas formuladas tratam de um evento patrocinado pelo Lide. Participei dezenas de vezes de eventos como esses com centenas de participantes em cada um deles. A referida prestadora de serviços estava presente ao evento do Lide, assim como diversos outros empresários e empresárias.
2- Conheci a citada empresária na qualidade de prestadora de serviços ao governo e com ela não mantive ou mantenho relação pessoal de nenhuma natureza. Como médico que sou, e como governador aprovado por 88% da população, tinha o dever de saber sobre a qualidade do atendimento aos pacientes em todas as regiões do estado. Esse é o meu foco.
3- Não conheço os demais citados nas outras questões formuladas, mas eles foram identificados como empresários associados ao Lide Campinas e, nesta condição, estiveram na reunião descrita a convite da organização empresarial.
4- Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado, já que apenas o Coaf do governo federal tem acesso a dados do sistema financeiro que permitiriam a identificação e a ação preventiva. O Governador do Estado não tem acesso aos dados do Coaf.
5- Pergunto: outras OSs e prestadoras de serviço também não teriam vinculação com membros do PCC, já que o governo federal se recusa a identificar as pessoas que são parte de organizações, o que só ocorre após as operações policiais? O Coaf deveria proceder com essas ações preventivas e informar aos Estados e seus órgãos de controle para apontar quem tem problema ou não.
6- Como governador, determinei uma inovação dentro da Secretaria de Saúde: a criação da Subsecretaria de Controle Interno e Compliance, que é comandada por um delegado de polícia e que tem autonomia, dentro do regramento legal, de fiscalizar contratos e a execução de serviços prestados pelas OSs que atendem o Estado.”

Saiba mais:

Gestão de Caiado pagou R$ 200 milhões a grupo ligado ao PCC

Polícia diz que empresário movimentou R$ 6 milhões com PCC

O que dizem as empresas e o governo sobre os pagamentos ao PCC

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações