Polêmica: devemos tirar nosso pet do quarto na hora do sexo?

Muitos tutores se sentem constrangidos com a presença do animal, outros não ligam e chegam a esquecer que o bichinho está ali

Reprodução/GoogleReprodução/Google

atualizado 06/09/2019 14:54

Eles chegam de mansinho em nossas vidas e vão, aos poucos, ocupando espaço em nossos corações e também em nosso lar. Os pets, principalmente os cães e os gatos, têm um lugar cativo nas camas brasileiras. Camas? Isso mesmo! Uma pesquisa feita pelo aplicativo DogHero apontou que 70% dos tutores dormem com seus animais. Desse total, 43% o fazem diariamente, e 28% só de vez em quando.

Nesta sexta-feira (06/09/2019), quando é comemorado o Dia Mundial do Sexo, a coluna, então, levanta a seguinte reflexão: devemos tirar os bichinhos do quarto para desfrutar de momentos íntimos? Os animais têm a percepção do que está acontecendo com seus tutores na hora do sexo?

Médico veterinário especialista em imunologia, Marcos Ribeiro conta que o grau de percepção e de interpretação dos animais é muito variável entre as espécies e raças. O comportamento do bichinho diante de algumas situações vai depender dos sentimentos ou da memória afetiva.

Muitos tutores se sentem constrangidos com a presença do animal, pois tratam seus pets como filhos. Outros não ligam muito e até chegam a esquecer que o bichinho está ali. Uma situação curiosa com o estudante Pedro Oliveira* traz a reflexão se os cães entendem essas situações.

“Meu ex-namorado tinha um poodle e, certa vez, estava brincando no chão do quarto, então, eu nem liguei. Começamos o ato e o cachorro entendeu que alguma coisa estava errada, avançou em nós e começou a latir. Depois do susto, acabamos caindo na gargalhada”, relembra.

A história é engraçada, mas Ribeiro afirma que qualquer conduta na frente do pet será interpretada por ele apenas como algo bom ou ruim, ou seja, ele não vai necessariamente compreender que se trata de um ato sexual.

Marcos diz, também, que é importante entendermos que a leitura do animal não tem o mesmo grau de interpretação que a dos humanos.

“Os cães, por exemplo, são animais que criam laços e vivem para o tutor, se tornam leais. Então, se acreditam que o dono está em uma situação ruim ou desagradável, tendem a reagir de alguma maneira, assim como eles também percebem situações de bem-estar”, diz.

Ainda não há total certeza se os pets entendem ou têm consciência do ato sexual entre seus donos. É importante, entretanto, que os tutores respeitem o próprio espaço e a individualidade do animal, impondo limites.

Para aproveitarmos essa data especial, separamos algumas histórias de tutores (que preferiram manter o sigilo) com seus bichinhos que valem a pena serem lidas.

Confira as histórias:

“Eu estava com a minha namorada na cama e a gata deitou no travesseiro, mas o momento estava tão bom que nem reparamos. Em determinado momento,  fui puxar o travesseiro e acabei pegando a gata junto. Só ouvi o berro e a minha mão cheia de pelo.”

“Eu estava na casa do meu ex-namorado e nós entramos empolgados no quarto, não olhei nada. Quando estava na metade da transa olhei para o lado e levei um susto: o gato estava parado olhando pra gente com uma cara de indiferença. A presença dele me incomodou tanto que perdi a vontade na hora e não quis fazer mais nada.”

“Uma vez, estava com o meu namorado na cama e tudo corria de maneira maravilhosa. De repente, o gato dele só esperou minha distração, pulou do nada e mordeu o meu pé. Levei um susto muito grande!”

*O nome dos personagens foram ocultados ou trocados a pedido dos entrevistados

SOBRE O AUTOR
Zilá Motta

Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Iesb, já atuou como repórter na Anasps, onde cobriu política e economia. Trabalhou como social media no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e na agência Vibe Marketing. Atualmente está como estagiária na editoria Intervalo e na coluna É o Bicho.

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