Aplicativo TikTok sofre ameaças políticas e comerciais nos Estados Unidos

Lançado pela empresa chinesa ByteDance, a rede social queridinha do momento é alvo de intrigas no continente americano. Entenda!

atualizado 03/08/2020 12:18

pessoa mexe em celular Nasir Kachroo/NurPhoto via Getty Images

O TikTok estourou na internet e passou a ser o aplicativo mais instalado no mundo, de acordo com pesquisas da empresa americana Sensor Tower. Com a popularização da rede social queridinha do momento, uma onda de tendências, criações de conteúdo, além do surgimento de novos influencers e vídeos virais, veio à tona em 2020.

Entretanto, uma intriga nos bastidores bastante preocupante tem decepcionado os influenciadores digitais que faturam com propagandas de marcas através da ferramenta: o TikTok está em uma batalha nada fácil com o governo dos Estados Unidos, além de grande rivalidade com o concorrente Facebook e o abandono de criadores de conteúdo.

Lançado pela empresa chinesa ByteDance, o TikTok chegou aos EUA em 2018. Na última sexta-feira (31/7), Donald Trump anunciou que vai proibir a ferramenta no país. Conforme o Metrópoles noticiou, a decisão ocorreu depois que autoridades do país mostraram preocupação com a possibilidade de a plataforma ser usada como ferramenta da inteligência chinesa.

Além disso, dois senadores pediram ao Departamento de Justiça para investigar se o TikTok divulgou informações privadas sobre consumidores americanos ao governo chinês. A empresa negou.

tiktok

Apesar da polêmica, a rede social vem contratando incansavelmente. Ela afirmou que planeja adicionar 10 mil pessoas à sua equipe nos Estados Unidos nos próximos três anos. Hoje, são 1,4 mil empregados em território americano.

Concorrentes em ação

Com o sucesso instaurado, os rivais começaram a se movimentar. O Instagram, por exemplo, que é propriedade do Facebook, lançou o Reels, novo recurso com função de múltiplos cortes, incluindo áudio, efeitos e ferramentas criativas. Além dos Stories, o usuário pode compartilhar seus Reels com amigos e seguidores no feed.

Outro aplicativo é o Triller, modalidade semelhante às outras duas ferramentas, que tem atraído parte do público do TikTok.

Para Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook, há uma década, a maioria das principais empresas de tecnologia era americana. Hoje, de acordo com ele, metade é chinesa.

Facebook CEO Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg

Segundo dados da eMarketer, o Facebook, o Google e a Amazon, juntos, têm a participação de 62% na receita de anúncios digitais nos Estados Unidos. O TikTok, então, é uma grande ameaça?

Kevin Mayer, CEO do TikTok, afirmou, na última semana, que está comprometido com a disponibilidade a longo prazo do aplicativo e está, de certa forma, “orgulhoso” ao se ver como um concorrente forte. “Mas vamos focar nossas energias na competição justa e aberta a serviço de nossos consumidores, em vez de ataques malignos de nosso concorrente — o Facebook — disfarçados de patriotismo e projetados para pôr um fim à nossa presença nos EUA”, declarou em um comunicado.

Outra notícia divulgada pelo Metrópoles aponta que, por razões de segurança, o popular aplicativo de vídeos deve ser vendido ou bloqueado nos Estados Unidos. A afirmação foi feita pelo secretário do Tesouro Steven Mnuchin no último aviso divulgado pelo governo Donald Trump contra o app.

Conflito instaurado

A fabricante chinesa Huawei não é muito bem-vinda no território americano. O país tomou medidas punitivas contra a empresa de tecnologia que dificultam as relações com outros fornecedores.

A companhia de capital aberto local Wells Fargo solicitou a seus funcionários que removessem o TikTok dos dispositivos móveis da empresa. A Amazon, por sua vez, fez uma solicitação semelhante aos colaboradores, mas depois divulgou que a mensagem foi enviada com erro.

O outro lado da moeda

É importante observar que, apenas em 2019, o Facebook e o Google ingressaram no mercado chinês. Além disso, seus produtos ficaram de fora devido ao controle do governo local sobre o conteúdo.

De acordo com a lei da China, as autoridades podem solicitar que empresas de tecnologia forneçam informações em casos de segurança nacional ou investigação criminal. Aqueles que não cumprirem poderão ser multados ou ter seus executivos presos.

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