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Ilca Maria Estevão

Influenciadoras digitais criam conselho para a profissão nos Estados Unidos

Associação comercial sem fins lucrativos quer legitimar a importância da profissão e dinamizar o setor do marketing por influência

Ilca Maria Estevão13/07/2020 12:00, atualizado 13/07/2020 15:55
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Dan Rentea/ EyeEm/Getty Images
Influenciadora digital fazendo selfie

Os influenciadores digitais deram um passo importante pelo reconhecimento da profissão. No dia 30 de junho, foi inaugurado o primeiro conselho para influencers nos Estados Unidos, o American Influencer Council. A associação comercial sem fins lucrativos é uma iniciativa de Qianna Smith Bruneteau e um grupo de influenciadoras. A ideia é legitimar e dinamizar a indústria de Instagrammers, TikTokers, blogueiros, podcasters e outros profissionais criativos dos EUA. Com isso, o grupo busca o crescimento e a viabilidade do setor, além de mostrar sua importância.

Vem comigo saber mais!

@cplu/Giphy/Reprodução

Como o American Influencer Council funcionará

O American Influencer Council tem como principal demanda “desenvolver soluções de mercado, baseadas em consenso, que reflitam o ponto de vista de um criador no marketing de conteúdo”. A associação só aceita membros convidados. Para 2020, o plano é de até 15 novas vagas, que poderão se dividir entre influenciadores de carreira, organizações e consultores profissionais.

Segundo o grupo, a indústria de marketing por influência movimenta bilhões de dólares na economia digital dos EUA. O conselho quer mostrar que os influenciadores estão liderando uma indústria, pois considera cada profissional do setor como uma pequena empresa.

O AIC pretende também promover lobby político, atuar em prol de avanços na educação de marketing digital, analisar a economia gerada pela categoria e dar mentoria para a próxima geração de criadores de conteúdo. Inaugurada no aniversário de 10 anos do Dia da Mídia Social, em 30 de junho, a iniciativa se descreve como a “primeira organização comercial criada por e para influenciadores”.

Os EUA ganharam a primeira associação comercial de influenciadores digitais. Da direita para a esquerda: presidente (chairwoman) Chriselle Lim, co-vice presidente Aliza Licht, co-vice presidente Brittany Xavier, Chrissy Rutherford, Rocky Barnes e Danielle Bernstein. Embaixo: Pierre, Nicolette Mason, Serena Goh, Kat Irlin, Patrick Janelle e Blair Breitenstein
Qianna Smith Bruneteau, fundadora do AIC
Qianna Smith Bruneteau, fundadora do American Influencer Council e vencedora de prêmios relacionados a mídias sociais. O conselho só aceita membros convidados e deve abrir até 15 vagas para 2020
Influenciadora digital mostrando prato saudável
A associação pretende legitimar a importância da profissão de influenciador digital, incluindo Instagrammers, TikTokers, YouTubers, blogueiros, podcasters, fotógrafos, ilustradores, personalidades on-line, criativos e líderes de pensamento de conteúdo personalizado
Mulher sendo fotografada na rua
O objetivo principal é desenvolver soluções de mercado a partir do ponto de vista de um criador de marketing de conteúdo
Influenciadora digital de maquiagem
Entre as ações a serem tomadas, o AIC promete lobby político e mentoria para novos criadores de conteúdo
Importância dos influenciadores digitais

Na avaliação do AIC, os influenciadores de alcance variável não recebem o reconhecimento que merecem enquanto pequenas empresas. Muitos deles lançam suas próprias linhas de produtos e comandam empreendimentos inovadores no ramo digital. Dessa forma, geram empregos e ainda estimulam a economia local.

“Esses empreendedores de mídias digitais estão incentivando a criatividade, as histórias e o sucesso por trás da indústria de marketing de influência, projetada para atingir US$ 15 bilhões até 2022”, defendeu Qianna Smith Bruneteau.

Presidente (chairwoman) e membro fundadora do conselho, Chriselle Lim destacou a forma como as redes sociais e os próprios influenciadores estão contribuindo para a reinvenção da comunicação de empresas e marcas. Na visão dela, a mudança tem ocorrido não só nos Estados Unidos, mas a nível global.

“Sou uma marca pessoal e desenvolvedora de produtos, gerenciando duas empresas. Pequenas empresas, incluindo os criadores, são uma âncora da economia dos EUA. O trabalho em andamento na AIC apenas fortalecerá e legitimará os esforços da comunidade de criadores na América”, celebrou.

Influenciadora digital fazendo selfie
O AIC valia que os influencers de alcance variável não são reconhecidos enquanto pequenas empresas
Influenciadora digital fazendo selfie
Segundo a fundadora do conselho, a indústria do marketing por influência deve gerar US$ 15 bilhões até 2022
Chriselle Lim, presidente e fundadora do AIC
Chriselle Lim, presidente (chairwoman) e uma das fundadoras do AIC, é blogueira de moda e dona de duas start-ups
Aliza Licht, vice-presidente e fundadora do AIC
Esta é Aliza Licht, co-vice presidente e também fundadora do AIC, pioneira em mídias sociais
Frentes a serem trabalhadas

O conselho tem um protocolo com cinco frentes. São elas: transparência do consumidor; padronização e ética profissional; ciência de dados e economia de influenciadores; aprendizado e desenvolvimento; e ágio público.

Entre essas divisões, há reivindicações como aprimorar a experiência associada a marcas nas principais redes sociais, trazendo mais transparência e padronização aos conteúdos patrocinados, e examinar as contribuições dos influenciadores para o PIB norte-americano. O AIC quer ainda pedir melhorias nas Diretrizes de Endosso à Comissão Federal de Comércio (FTC) a cada três anos.

“Nosso objetivo é capacitar nossos membros com os recursos que precisam para continuar impulsionando as questões, tendências e legislação em constante mudança que afetam o setor de marketing de influenciadores nos EUA”, afirmou Aliza Licht, co-vice presidente da diretoria.


Colaborou Hebert Madeira