Satélite feito por alunos da rede pública do DF é lançado ao espaço
Satélite construído por alunos de escolas públicas do DF forma a primeira constelação privada brasileira enviada ao espaço
atualizado
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Uma constelação multifuncional com cinco satélites, um deles desenvolvido por estudantes de escolas públicas de Brasília, foi lançada ao espaço nessa segunda-feira (12/1), a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na Índia.
O programa Desafio Espacial envolveu 30 alunos do Distrito Federal. Além de construir a primeira constelação privada brasileira enviada ao espaço, o principal objetivo do projeto foi levar aprendizado prático e aplicado a jovens brasileiros.
A iniciativa faz parte de um projeto executado pela empresa brasiliense Ideia Space e gerido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com apoio institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB) e universidades brasileiras.
A startup já havia enviado uma constelação de satélites educacionais fabricados por estudantes brasileiros em voo realizado em novembro pela SpaceX.
“Este segundo lançamento não é apenas tecnológico, é profundamente educacional. Estamos levando estudantes do ensino médio do DF para o espaço e conectando escolas, universidades, o IBICT, a Agência Espacial Brasileira e tecnologia de alto nível em uma única missão real”, exalta o fundador da Ideia Space, Leonardo Júlio.
Alunos participam ativamente do projeto
Os 30 alunos selecionados para estar no projeto tiveram participação ativa, ajudando tanto nas etapas iniciais, como nos desenhos dos equipamentos, quanto nas finais, como nos testes de eficácia dos equipamentos. Entre as principais funções práticas dos satélites, estão monitoramento ambiental, segurança marítima e coleta de dados para o agronegócio.
Para Maria Júlia Batista, de 19 anos, a participação no Desafio Espacial a ajudou a encontrar uma profissão.
“Eu estava no terceiro ano do ensino médio, vivendo as incertezas do vestibular, quando o projeto surgiu como o grande divisor de águas na minha vida. Hoje curso licenciatura em computação na Universidade de Brasília (UnB) e quero que minha jornada sirva de incentivo para que cada vez mais mulheres ocupem seus espaços na tecnologia e na ciência”, diz a jovem.
Já Rebecca Torres Santos, de 18 anos, espera que mais estudantes tenham a mesma oportunidade. “Eu quero que mais jovens saibam que é possível realizar uma missão especial, fazer parte de uma construção, conseguir alcançar os seus objetivos dentro da área de astronomia e engenharia aeroespacial”, afirma.
Além do aprendizado, a expectativa do programa é formar e encontrar novos talentos para fortalecer a engenharia aeroespacial do Brasil.
