Amas: entenda fenômeno que passa pelo Brasil e pode afetar satélites

Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Amas) é um fenômeno natural que deixa algumas partes do campo magnético da Terra mais fracas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/GETTY IMAGES
Ilustração colorida do campo magnético da Terra - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida do campo magnético da Terra - Metrópoles - Foto: MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/GETTY IMAGES

Dados de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) apontam que a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Amas) está aumentando de tamanho. O fenômeno abrange uma região que vai da África até a América do Sul, incluindo o Brasil, onde o campo magnético terrestre se torna mais fraco, criando uma “falha” no escudo protetor natural do planeta nessas áreas.

De acordo com estudo liderado pela ESA, nos últimos 11 anos a anomalia expandiu-se em 0,9% pela área da superfície terrestre. Os resultados foram publicados em meados de setembro na revista científica Physics of the Earth and Planetary Interiors.

A Amas é uma região em que o campo magnético terrestre é significativamente mais fraco. Pense no campo magnético da Terra como se fosse um “escudo” natural contra radiação cósmica e solar espalhado por todo planeta. Ao chegar nos locais da anomalia, a proteção fica mais fragilizada, permitindo mais facilmente que a entrada de partículas carregadas de prótons e elétrons vindas do espaço cheguem a altitudes mais baixas.

Os autores do estudo explicam que a falha no escudo não causará impactos físicos à estrutura das cidades,  no entanto, a entrada dessas partículas pode afetar a rede tecnológica dessas regiões, afetando satélites, comunicações e sistemas de navegação, como o GPS. Ao passar na Amas, aeronaves e astronautas também podem estar sujeitos a níveis maiores de radiação.

Os satélites da ESA mostram que o fenômeno não é constante e se comporta de forma distinta entre a América do Sul e a África.

“O campo está se enfraquecendo de maneira mais intensa próximo ao continente africano. Há algo especial acontecendo nessa área que faz o campo perder força de modo acelerado”, explica  o autor principal do estudo, Chris Finlay, geofísico da Universidade Técnica da Dinamarca, em comunicado.

Ainda não se sabe exatamente o que causa a anomalia, mas a agência espacial continuará estudando o campo magnético terrestre pelo menos até 2030, através dos satélites da missão Swarm. A expectativa é que as investigações tragam respostas para uma melhor compreensão da Amas e outros ciclos naturais da Terra.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?