Expedição acha 31 novas espécies em águas profundas na costa do Ceará
As buscas pelas novas espécies foram realizadas por uma expedição norte-americana e utilizou sistemas de imagem e de análise genética

Uma expedição internacional encontrou 31 novas espécies ao investigar a zona mesopelágica, uma região oceânica profunda próxima à costa do Ceará. As investigações ocorreram durante duas semanas e utilizaram diversos recursos tecnológicos para identificar os animais ainda durante a coleta. Os resultados foram divulgados neste mês de junho pelo Instituto Oceanográfico Schmidt, organização norte-americana que financiou a expedição.
As buscas foram feitas pelo navio de pesquisa Falkor (Too) e tinham como objetivo inicial investigar as águas profundas de uma das regiões mais complicadas de se explorar devido às condições ruins de acesso. Para a missão, os pesquisadores utilizaram sistemas sofisticados de imagem e de análises genéticas. Entre os novos animais achados estão:
- um anfípode, um tipo de crustáceo parente de caranguejos e lagostas;
- um verme teia-de-fada;
- nove medusas;
- sete sifonóforos, organismos coloniais parente de medusas e corais;
- sete ctenóforos, conhecidos por utilizar seus cílios para nadar;
- quatro larváceos, animais parecidos com girinos; e
- dois rizários gigantes, organismos unicelulares.
Como a maioria desses animais são frágeis, os pesquisadores utilizaram técnicas para simular o habitat natural dos bichos enquanto eram estudados.
“O maior habitat da Terra- a zona mesopelágica- está repleto de animais incríveis que estamos apenas começando a compreender. Continuo fascinada pela fantástica variedade de soluções que eles desenvolveram para sobreviver neste ambiente formidável, e isso me motiva a continuar fazendo perguntas sobre o nosso oceano”, afirma a cientista-chefe da expedição, Karen Osborn, em comunicado.
De acordo com os pesquisadores, o sucesso do uso das tecnologias na expedição pode representar uma nova fase para missões que buscam investigar águas profundas em outras partes do oceano. “Aguardamos ansiosamente um futuro em que os cientistas estudem a vida marinha com a mesma elegância que esta equipe demonstrou”, diz a diretora executiva do instituto, Jyotika Virmani.


