Viana nega erros em emendas à Lagoinha e alega perseguição política

Senador também rejeitou ter influência sobre recursos. Flávio Dino pediu documentos de R$ 3,6 mi enviados por Viana a fundação religiosa

atualizado

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
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1 de 1 o-presidente-da-cpmi-do-inss-carlos-viana-concede-coletiva-de-imprensa-no-senado-federal-metropoles-8 - Foto: <p>HUGO BARRETO / METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) negou nesta terça-feira (31/3) irregularidades na destinação de emendas parlamentares à Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão.

Em entrevista à imprensa, o parlamentar afirmou que não cometeu “nenhum erro” e disse confiar que as investigações comprovarão que não teve qualquer “ingerência” sobre a aplicação dos recursos.

As declarações foram dadas após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerar “genéricos e abstratos” os esclarecimentos apresentados por Viana sobre os repasses. Nessa segunda-feira (30/3), Dino determinou que as prefeituras de Belo Horizonte (MG) e Capim Branco (MG) enviem documentos relativos a R$ 3,6 milhões em emendas assinadas pelo senador e destinadas à fundação entre 2019 e 2025.

Ao comentar a decisão, Carlos Viana afirmou ter obtido “duas vitórias importantes”. Segundo ele, a primeira foi o reconhecimento de que os repasses não ocorreram por meio de “emendas Pix”. A segunda, o pedido de informações às prefeituras.

Na avaliação do senador, os esclarecimentos das prefeituras devem evidenciar que ele não teve influência sobre a gestão dos recursos. “Todos os parlamentares mandam [emendas] para prefeituras, e as prefeituras têm responsabilidade de dizer onde usam”, disse.

Viana afirmou ainda estar com a “consciência tranquila”. “Se há justiça nesse país, [esse processo] vai provar que não tenho qualquer responsabilidade”, declarou.

O parlamentar, que presidiu a CPMI do INSS, também disse se considerar alvo de perseguição política por parte do governo e de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Entendo que a decisão do ministro ontem foi correta no sentido de instruir o processo e de mostrar claramente ao país o que foi feito contra essa narrativa dos que estão me acusando, me perseguindo politicamente. Todo parlamentar que se insurge contra o PT é atacado política e pessoalmente”, disse.

Carlos Viana também voltou a afirmar que continuará destinando recursos a fundações ligadas a instituições religiosas. “Fiz o que minha consciência cristã manda, dentro da lei e das regras”, disse.

“Toda a documentação vai mostrar claramente que nunca fiz absolutamente nada errado. Não tive qualquer ingerência sobre nada”, afirmou Viana.

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