Veja reação de ministros com a saída de Lewandowski da Justiça
Lewandowski pediu demissão a Lula na quinta, no mesmo dia em que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro
atualizado
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Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bem como integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram.
Lewandowski pediu demissão ao chefe do Executivo na quinta-feira (8), no mesmo dia em que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. Uma das justificativas seria o possível fatiamento do ministério em dois: seria criado o Ministério da Segurança Pública.
Em sua página no X (antigo Twitter), o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) e indicado para assumir uma vaga na Suprema Corte, Jorge Messias, declarou que sob a liderança de Lewandowski na pasta o órgão apresentou “propostas de reformas essenciais, que evidenciaram a sua habilidade em promover a união em prol de objetivos republicanos”.
“Desejo-lhe sucesso nos seus novos desafios. Esteja certo que a sua contribuição ao Brasil será sempre lembrada com gratidão e respeito”, escreveu.
Caro Ministro Ricardo Lewandowski,
Neste encerramento da gestão de Vossa Excelência à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, é oportuno registrar os avanços alcançados nesses dois anos de trabalho incansável.
Sua trajetória foi marcada por um compromisso… pic.twitter.com/ekhyaQbgEQ
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) January 10, 2026
O ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que a atuação do ex-ministro da Justiça foi marcada pelo “fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado, ancorado em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições, reafirmando a centralidade do Estado de Direito na política de segurança pública”.
A atuação do Ministro Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado, ancorado em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições, reafirmando a centralidade do Estado de Direito na…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) January 10, 2026
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), também saiu em defesa de Lewandowski. Para ele, o ministro avançou na questão do uso de câmeras por policiais, bem como na regulamentação do uso da força.
“Quero parabenizar o Ministro Ricardo Lewandowski pelo importante legado que deixou na sua passagem pelo Ministério da Justiça. A Operação Carbono Oculto, feita junto com o Ministério da Fazenda e o Ministério Público de São Paulo, foi a primeira ação do estado brasileiro que alcançou o sistema de lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima”, escreveu em sua página no X.
Também avançou na questão do uso de câmeras por policiais e regulamentação do uso da força. Deixa no Congresso propostas fundamentais para avançarmos no combate ao crime organizado: a PEC da integração da segurança pública e o PL Antifacção. Obrigado ministro Lewandowisk!
— Paulo Teixeira (@pauloteixeira13) January 10, 2026
