Universidade Indígena: saiba onde será a sede e como vai funcionar

Universidade terá como base modelo educacional que fortalece identidades e saberes tradicionais

atualizado

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1 de 1 indigenas-do-acampamento-terra-livre-atl-acompanham-sessao-plenaria-do-supremo-tribunal-federal–stf-metropoles-1 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (28/5), uma lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena (Unind) do Brasil

A instituição de ensino será localizada em Brasília, na capital do país. A sede da universidade vai ser no antigo prédio da Universidade dos Correios, no Setor de Clubes Esportivo Norte, de acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Embora a sede seja na capital federal, a universidade poderá abrir unidades para outras regiões do país com o objetivo de “atender às especificidades da presença dos povos indígenas” em todo o Brasil.

Foco em graduação e pós-graduação

Com inauguração da sede prevista para ocorrer entre os dias 15 e 19 de junho, a instituição vai focar na formação de graduação e pós-graduação de indígenas, com base em um “modelo educacional que fortalece identidades e saberes tradicionais”.

Ainda de acordo com Barchini, a Unind deve começar a funcionar com dez cursos de graduação e atender cerca 2,8 mil estudantes nos quatro primeiros anos de funcionamento.

Veja as áreas dos cursos que serão oferecidos pela Unind:

  • Gestão ambiental e territorial;
  • Gestão de políticas públicas;
  • Sustentabilidade socioambiental;
  • Promoção das línguas indígenas;
  • Saúde;
  • Direito;
  • Agroecologia;
  • Engenharias e tecnologias;
  • Formação de professores; e
  • Áreas estratégicas para autonomia e atuação profissional.

A legislação também autoriza que a instituição possa criar processos seletivos próprios para o ingresso de estudantes, desde que sejam “ouvidas as comunidades indígenas e consideradas as diversidades linguística e cultural”.

O quadro de professores e técnicos administrativos será definido em uma lei futura. As contratações ocorrerão por concurso público, com reserva mínima de vagas para indígenas. De acordo com Leonardo Barchini, a instituição terá 366 docentes e 383 técnicos.

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