TSE retoma julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível
Análise da ação estava parada após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Político esteve em Brasília para discutir caso
atualizado
Compartilhar notícia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, nesta terça-feira (24/3), o julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), por suspeita de desvios de recursos públicos para promover a sua candidatura no estado. O político esteve em Brasília, na semana passada, para tentar reverter as acusações de abuso de poder político e econômico no processo.
O julgamento está paralisado na Corte desde 10 de março, após pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Nunes Marques. O placar está em 2 a 0 pela condenação de Cláudio Castro. Faltam os votos de cinco integrantes.
A relatora da ação, ministra Isabel Gallotti, e o ministro Antonio Carlos Ferreira votaram pela cassação de Castro e sua inelegibilidade. O julgamento foi paralisado por Nunes Marques — que teria até 60 dias para devolver o voto, mas decidiu adiantar.
A data pegou Cláudio Castro de surpresa. Nessa segunda-feira (23/3), ele decidiu renunciar. A ideia é evitar desgastar o partido no estado e manter popularidade da sigla para as eleições de 2026.
Denúncia
A acusação sustenta que o governador seria um dos responsáveis por desvios na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para alavancar a campanha eleitoral de 2022.
Os desvios teriam ocorrido por meio de projetos como Esporte Presente, Casa do Trabalhador, RJ para Todos e Cultura para Todos. Na Uerj, as irregularidades teriam acontecido em projetos como o Observatório Social da Operação Segurança Presente.
Em julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), a maioria dos desembargadores entendeu que ocorreram irregularidades e possíveis desvios no Ceperj e na Uerj. No entanto, segundo a decisão, as irregularidades administrativas não tiveram influência nas eleições daquele ano.
Outro governador
Com a aproximação do julgamento, também cresce a pressão para a resolução do caso do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e do vice dele, Edilson Damião (União).
Na última quarta-feira(18/3), a Coligação Roraima Muito Melhor pediu que o TSE retome a apreciação do recurso que pode cassar a dupla. Esse é o segundo pedido feito em menos de um mês.
O réu foi condenado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) por distribuir cestas básicas e por reformar casas em 2022, ano eleitoral, e recorreu à instância superior.
Em agosto de 2024, o julgamento foi suspenso em comum acordo pelos magistrados. Em 26 de agosto do ano passado, Mendonça pediu vista e suspendeu a análise da ação. Em novembro, o julgamento foi suspenso novamente pelo ministro Nunes Marques.








