A primeira vítima de Guilherme Taucci Monteiro,17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, não foi um dos alunos da escola Raul Brasil, mas Jorge Antonio Morais, 51. Ele era tio do adolescente e tentava convencê-lo a voltar a estudar. A dupla abriu fogo dentro das dependências do colégio nessa quarta-feira (13/3), matou oito pessoas: cinco alunos, duas funcionárias do colégio e o tio de Guilherme. Em seguida, o adolescente assassinou o comparsa e tirou a própria vida.

A irmã de Jorge, mãe de Guilherme, luta contra dependência química e a criação dele ficou a cargo dos avós maternos, segundo O Globo. A avó de Guilherme morreu em dezembro do ano passado. Na tentativa de ajudar o pai idoso com a criação do sobrinho, Jorge tentava incentivá-lo a se matricular na escola Raul Brasil, da qual ele havia se desligado em 2017.

Não era a primeira vez que Jorge tentava ajudar o sobrinho. Dois anos antes, ele contratou o adolescente para trabalhar no lava a jato que fica dentro da loja Jorginho Veículos. Mas o garoto foi dispensado do posto após dois meses apenas. Parentes contaram que Guilherme pode ter ficado ressentido com o desligamento, mesmo não tendo ocorrido nenhum desentendimento entre tio e sobrinho.

No dia do massacre, Guilherme foi junto com Luiz até o estabelecimento de Jorge. Funcionários contam que o adolescente chamou o tio, que estava sentado, pelo nome e atirou três vezes contra ele. O jovem e o comparsa entraram em um dos veículos da loja e se dirigiram até a escola.

Nenhum dos parentes sabe dizer o que motivou o ataque. O único consenso é o de que Jorge tinha como principal característica ajudar as pessoas.