Suzano: após atentado, prefeito defende PMs na gestão de escolas

Segundo gestor municipal, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, gostou da ideia da gestão compartilhada

atualizado

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1 de 1 Suzano 05 - Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Enviado especial a Suzano (SP) – Como primeira medida após o ataque, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, anunciou que está negociando com o governo federal um subsídio para que possa compartilhar a administração do Colégio Estadual Raul Brasil com policiais militares da reserva.

Segundo Paulo, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, gostou da ideia da gestão compartilhada. “No que depender de mim, sai até o próximo mês, mas estamos negociando para implementar rapidamente”, adiantou.

O modelo é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) como medida para combater a violência. Atualmente existem 120 escolas com o modelo de gestão compartilhado. Goiás é a unidade da Federação com mais escolas do tipo. No DF, quatro escolas passaram a ter a colaboração da polícia militar neste ano.

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Prefeito Rodrigo Ashiuchi junto ao ministro Vélez Rodrigues, à direita

No entendimento do prefeito, o modelo pode trazer um “respaldo de segurança”. “Podemos usar policias que estão na reserva para ajudar na administração da escola e trabalhar o problema de bullying, de ações de segurança, de criar projetos acolhedores”, concluiu.

Para ele, a tragédia não tinha como ter sido evitada. “Toda medida que implantarmos agora, ajuda. Mas sabemos que foi um episódio fora da curva. Com uma ação orquestrada, premeditada. A polícia militar chegou rapidamente, a Guarda Civil Municipal atendeu rapidamente, e as merendeiras ajudaram a salvar vidas”, lamentou.

As aulas na rede municipal serão retomadas nesta sexta-feira (15/3). O Colégio Estadual Raul Brasil passará por um restruturação e um processo de acolhimento social. “Durante esta semana vamos pensar ações para a parte psicológica das famílias das vítimas, e a escola vai receber uma estrutura de acolhimento para a sua comunidade”, destacou.

Rodrigo não detalhou a situação das investigações, mas disse que acredita na resolução do crime. “As policias Civil e Militar já ouviram várias pessoas. Sei que eles estão cuidando do caso com prioridade e vão trazer respostas”, ponderou.

Veja imagens do massacre em Suzano (SP):

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Além dos 10 mortos, muitos alunos e funcionários ficaram feridos
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Além dos 10 mortos, muitos alunos e funcionários ficaram feridos

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Entenda o massacre em Suzano (SP)

A escola de Suzano, onde ocorreu o massacre, fica a cerca de 50 quilômetros da capital, São Paulo, e tem ensino fundamental e médio, além de um centro de línguas. Lá estudam cerca de mil alunos e trabalham 121 funcionários.

 

Vítimas
Entre as vítimas estão duas funcionárias da instituição de ensino, Marilena Ferreira Vieira Umezo e Eliana Regina de Oliveira Xavier. Cinco jovens, todos estudantes do ensino médio, e um comerciante da região também perderam a vida no ataque.

Caio Oliveira, Claiton Antonio Ribeiro, Douglas Murilo Celestino, Kaio Lucas da Costa Limeira, Samuel Melquiades Silva Oliveira estavam no pátio, durante o intervalo das aulas, quando foram surpreendidos pelos tiros.

Jorge Antônio Moraes, dono de uma locadora de veículos que fica ao lado do colégio, foi o primeiro a ser atingido pelos atiradores. Ele seria tio de Guilherme. Jorge foi socorrido e levado ao hospital municipal de Suzano, mas não resistiu.

Durante coletiva de imprensa, o comandante da PM de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou que os agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, impediram que os criminosos entrassem em uma sala de aula e atirassem contra outros 10 alunos, os quais se escondiam no espaço.

Vídeos
Minutos após o ataque, um cenário de horror se formou no colégio Raul Brasil. As imagens mostram alunos caídos no chão e uma grande quantidade de sangue espalhada pelo local. Na gravação, é possível ver ao menos cinco corpos nos corredores da escola.

Estudantes correm no pátio, gritando em direção à pessoa que está gravando. Em desespero, uma aluna pede socorro. “Me ajuda, meu Deus”, berrou, ao sair correndo.

Imagens gravadas por câmeras de segurança na rua da escola filmaram o momento em que os dois atiradores estacionaram um Ônix branco em frente ao colégio e entraram para cometer o massacre. O vídeo foi divulgado pelo site O Antagonista.

Nas imagens, é possível ver o carro estacionando em frente ao portão de entrada da escola. Logo em seguida, o passageiro desce do veículo e parece conversar com o motorista. Com uma mochila nas costas e carregando algo nas mãos, ele deixa a porta por onde saiu aberta e dá a volta por trás do automóvel, parando ao lado da janela do condutor.

O rapaz parece continuar o diálogo com o motorista do carro por alguns instantes, em seguida se vira e entra na escola. O condutor demora no veículo por alguns minutos, mas logo sai com certa pressa e atravessa o portão do colégio. Assim como seu comparsa, ele levava uma mochila nas costas e carregava algo nas mãos. Em poucos segundos, vários adolescentes aparecem fugindo.

Após os assassinatos, Guilherme Taucci Monteiro, o mais novo, matou Luiz Henrique de Castro e cometeu suicídio.

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