Terceiro dia de ataques do CV em Porto Velho deixam 8 mortos

Onda de violência em Porto Velho (RO) teve como saldo 14 pessoas baleadas. Seis morreram, e dois suspeitos foram mortos pela PM

atualizado

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Divulgação/PMRO
Imagem colorida, ônibus queimando em Porto Velho (RO)
1 de 1 Imagem colorida, ônibus queimando em Porto Velho (RO) - Foto: Divulgação/PMRO

Na noite de quarta-feira (15/1), no terceiro dia de confrontos entre o Comando Vermelho (CV) e as forças de segurança de Rondônia resultaram em oito mortos, incluindo pedestres, em Porto Velho, capital do estado. A violência ocorreu principalmente na zona leste da cidade, mas também se estendeu à zona rural.

O que aconteceu?

  • Confrontos entre o Comando Vermelho e a polícia em Porto Velho resultaram em oito mortes. A maioria das vítimas eram pedestres, incluindo civis baleados na zona leste da cidade.
  • Criminosos balearam 14 pessoas, matando seis. Entre as vítimas, Everton Carlos, de 37 anos, foi alvejado enquanto pedalava. Outros pedestres morreram em ataques similares.
  • Dois integrantes do CV morreram em troca de tiros com policiais após ignorarem uma ordem de parada. As autoridades seguem em busca de líderes da facção.
  • A Força Nacional enviou 60 agentes e a Sesp disponibilizou um helicóptero para intensificar ações contra o CV. Os confrontos começaram após operações no conjunto Orgulho da Madeira.

Os conflitos, que começaram no início da semana, já resultaram em prisões, mortes e na destruição de mais de 20 ônibus e outros veículos. O governador Marcos Rocha (União Brasil) solicitou o reforço da Força Nacional ao Ministério da Justiça, que enviou 60 agentes para apoiar as ações de combate à facção criminosa.

Pedestres baleados

Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, 14 moradores e pedestres da zona leste da cidade foram baleados, com seis mortes confirmadas. Segundo a Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), entre as vítimas, duas foram atingidas por tiros enquanto estavam em um bar. Uma delas morreu no local e a outra chegou a ser levada para o Hospital João Paulo II, mas não resistiu.

Outro caso de violência envolveu o ciclista Everton Carlos Menezes de Souza, de 37 anos. Conforme a Polícia Militar, ele foi atingido por vários disparos enquanto pedalava em direção a uma distribuidora. Segundo relatos, dois homens em uma motocicleta efetuaram os tiros pelas costas antes de fugirem. A equipe do Samu confirmou o óbito no local.

Confronto com suspeitos na zona rural

Ainda de acordo com a PM, na mesma noite, dois suspeitos de integrarem o CV foram mortos em um confronto com policiais na linha 27, Ramal Rio das Garças, na zona rural de Porto Velho. De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), os dois homens estavam em uma motocicleta e desobedeceram a ordem de parada dos agentes.

Após sacarem armas e dispararem contra as guarnições, ambos foram alvejados e mortos no local. A polícia reforçou as buscas por outros membros da facção na região.

Reforços e investigações

Para intensificar o combate ao crime organizado, a Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso (Sesp) enviou um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para apoiar as ações em Porto Velho. Paralelamente, a Força Nacional foi acionada e já atua em conjunto com as forças locais. As autoridades buscam capturar nove líderes do CV que seguem foragidos.

A Polícia Civil de Rondônia (PCRO) divulgou nas redes sociais imagens dos suspeitos apontados como lideranças da facção, incentivando a população a colaborar com informações que possam levar às prisões. Veja:

A origem da crise

Os ataques recentes têm relação com ações da Polícia Militar no conjunto habitacional Orgulho da Madeira, reduto do Comando Vermelho. No dia 8 de janeiro, um líder da facção foi morto em confronto com a polícia. Dias depois, o cabo Fábio Martins foi assassinado com seis tiros na cabeça, supostamente por integrantes do grupo.

Em resposta, a Operação Aliança Pela Vida foi deflagrada, resultando na ocupação do residencial. A ofensiva policial desencadeou novos ataques e intensificou os confrontos, agravando a situação de violência na capital.

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