Suspeito de envolvimento no desaparecimento de família no RS é preso
Família está desaparecida desde o fim de janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre
atualizado
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, nesta terça-feira (10/2), um suspeito de envolvimento no desaparecimento de uma família, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Dalmira Germann de Aguiar, de 70, e Isail Vieira de Aguiar, de 69, estão desaparecidos desde o fim de janeiro.
O homem é um soldado da Brigada Militar (BM) e ex-companheiro de Silvana. O envolvimento da Corregedoria-Geral da Brigada Militar já levantava a hipótese de participação de um soldado da corporação.
“Em decorrência da prisão, o policial militar será afastado do serviço policial, conforme previsto na legislação vigente, permanecendo a adoção de próximas providências internas condicionada à conclusão das investigações”, informou a BM.
A investigação em torno da família se iniciou em 24 de janeiro, quando Silvana desapareceu depois de fazer uma postagem afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito, quando voltava de Gramado, município da Serra Gaúcha. Na mensagem, ela dizia estar bem e sob atendimento médico.
A polícia já descartou o acidente de trânsito da mulher, uma vez que o carro foi encontrado na garagem de sua casa e com a chave no interior da residência.
No dia seguinte, Dalmira e Isail foram até a delegacia para registrar ocorrência sobre o desaparecimento da filha. No entanto, encontraram a segunda delegacia de Cachoeirinha fechada e foram embora. Após isso, o casal não foi mais visto.
Os agentes da Polícia Civil tratam o caso como crime, após encontrar um projétil de arma de fogo no quintal da casa da família. Um celular passará por perícia após ser encontrado nas imediações da residência de Dalmira e Isail.
Os investigadores apuram imagens de câmeras de segurança que registraram movimentação de veículos no local. No vídeo, três carros saem em horários diferentes. Um automóvel vermelho chega ao endereço às 20h34 e permanece por alguns minutos antes de sair, e cerca de uma hora depois, o carro branco de Silvana aparece no portão de casa, mas não aparece saindo. Mais tarde, um terceiro veículo chega e, alguns minutos depois, deixa a casa.
O caso segue em investigação.
