metropoles.com

Saiba qual é o tempo máximo de pena a que Bolsonaro pode ser condenado

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu condenção do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro por cinco crimes relacionados à trama golpista

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Hugo Barreto/Metrópoles
Bolsonaro
1 de 1 Bolsonaro - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenção do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) por cinco crimes relacionados à suposta trama golpista. Caso receba a condenação máxima em cada um dos delitos, o político pode ter uma pena de 43 anos. O parecer final da ação penal foi entregue no final da noite desta segunda-feira (14/7) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A PGR atribuiu os seguintes crimes a Bolsonaro:

  • Liderar organização criminosa: pena de 3 a 8 anos
    • Mais 4 anos pelo emprego de arma de fogo (caso há condenação com pena máxima)
    • Mais 5 anos pelo concurso de funcionário público (caso há condenação com pena máxima)
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pena de 4 a 8 anos
  • Golpe de Estado: pena de 4 a 12 anos
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio: pena de 6 meses a 3 anos
  • Deteriorização de patrimônio tombado: pena de 1 a 3 anos

Bolsonaro era “líder de organização criminosa”

A Procuradoria-Geral da República (PGR) classificou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) como “líder da organização criminosa” da trama golpista. O parecer final da ação penal foi entregue no final da noite desta segunda-feira (14/7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e solicitou a condenação de Bolsonaro e de outros sete réus.


Confira:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente: crimes de liderar organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deteriorização de patrimônio tombado.
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil: crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal: crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado, observadas as regras de concurso de pessoas e concurso material.
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado, “com a incidência dos fatores favoráveis do regime de colaboração premiada nos termos acima sugeridos”.
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa: crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil: crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o ex-presidente da República foi o principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito: “No exercício do cargo mais elevado da República, instrumentalizou o aparato estatal e operou, de forma dolosa, esquema persistente de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório”.

Segundo a PGR, com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores das Forças Armadas, Bolsonaro mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias.

Saiba qual é o tempo máximo de pena a que Bolsonaro pode ser condenado - destaque galeria
5 imagens
Saiba qual é o tempo máximo de pena a que Bolsonaro pode ser condenado - imagem 2
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro em interrogatório no STF
Jair Bolsonaro em interrogatório no STF
Saiba qual é o tempo máximo de pena a que Bolsonaro pode ser condenado - imagem 1
1 de 5

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Saiba qual é o tempo máximo de pena a que Bolsonaro pode ser condenado - imagem 2
2 de 5

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Jair Bolsonaro
3 de 5

Jair Bolsonaro

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Jair Bolsonaro em interrogatório no STF
4 de 5

Jair Bolsonaro em interrogatório no STF

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Jair Bolsonaro em interrogatório no STF
5 de 5

Jair Bolsonaro em interrogatório no STF

Hugo Barreto/Metrópoles

“A sua atuação, pautada pela afronta à legalidade constitucional e pela erosão dos pilares republicanos, teve por objetivo último sua continuação ilegítima no comando do país e o enfraquecimento das instâncias públicas, em negação do princípio da alternância democrática, da soberania popular e do equilíbrio entre os Poderes”, classificou Gonet.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?