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“Churrasco” era codinome para golpe, revela PGR em parecer ao STF

A PGR entregou o parecer ao STF que pede a condenação de Bolsonaro e aliados. Mensagens de Cid mostram qual era uso do termo “churrasco”

atualizado

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Imagem colorida dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro
1 de 1 Imagem colorida dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro - Foto: Matheus Veloso/Metrópoles

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entregou nesta segunda-feira (14/7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o parecer final na ação penal nº 2.668, que investiga suposta trama golpista. No documento, consta que a expressão “churrasco” era o codinome utilizado pelo tenente-coronel Mauro Cid em conversas com aliados para se referir a golpe de Estado.

Segundo trecho do parecer da PGR, Rodrigo Yassuo, um dos manifestantes bolsonaristas em 2022, afirmou ao general Mário Fernandes que iria para uma manifestação na Esplanada e que precisava conversar sobre “aquele churrasco”.

Em outro trecho, mostra um manifestante cobrando Mauro Cid para quando seria o churrasco. “O pessoal que colaborou com a carne, estão me cobrando se vai ser feito mesmo o churrasco. Pois estão colocando em dúvida, a minha solicitação”, cobrou manifestante a Cid.

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O tenente-coronel Mauro Cid é delator da trama golpista
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Mauro Cid e o advogado César Bittencourt durante julgamento no STF
Mauro Cid cumprimenta Anderson Torres
O tenente-coronel Mauro Cid
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O tenente-coronel Mauro Cid

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O tenente-coronel Mauro Cid é delator da trama golpista
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O tenente-coronel Mauro Cid é delator da trama golpista

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Mauro Cid e o advogado César Bittencourt durante julgamento no STF
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Mauro Cid e o advogado César Bittencourt durante julgamento no STF

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Mauro Cid cumprimenta Anderson Torres
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Mauro Cid cumprimenta Anderson Torres

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São réus no caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. A entrega ocorreu um pouco antes da meia-noite. O documento tem 517 páginas.

Após a apresentação das alegações finais por Gonet, começa a contar o prazo para a manifestação da defesa do ex-ajudante de ordens e delator do caso, Mauro Cid. Na sequência, após os 15 dias concedidos a Cid, abre-se o prazo conjunto para as demais defesas, entre elas a de Bolsonaro.

Conforme mostrou o Metrópoles, o julgamento do ex-presidente e de aliados pode ocorrer entre agosto e setembro. Considerando a soma de todos os prazos, a previsão é de que todas as alegações estejam concluídas até 11 de agosto. Como os prazos não são suspensos durante o recesso do Judiciário em julho, a contagem segue normalmente.

O processo é de relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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