Saiba destino e punições aos 5 acusados de estupro coletivo no Rio
Quatro maiores de 18 anos estão presos em Benfica, e adolescente foi apreendido. Suspeitos foram explosas de escola, time e universidade
atualizado
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Todos os envolvidos no caso de estupro coletivo contra uma adolescente, de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foram capturados. Com a ampla repercussão do crime, os investigados passaram a sofrer consequências, como expulsões de escolas, desligamento de clubes de futebol e exoneração de familiares de cargos públicos.
O último a ser localizado foi um adolescente, de 17, apontado pela investigação como o “mentor” do crime. Ele se entregou à polícia na 54ª DP (Belford Roxo), nesta sexta-feira (6/3). Inicialmente, agentes foram até o endereço do jovem, mas não o encontraram.
O menor de 18 anos era procurado desde quinta-feira (5/3), quando a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão contra ele. Por ser adolescente, a identidade não foi divulgada. O jovem é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) opinou favoravelmente pela internação do adolescente. Inicialmente, o órgão havia pedido ao Judiciário que negasse a apreensão.
Onde estão os presos
Os outros quatro investigados são maiores de 18 anos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; João Gabriel Xavier Bertho, 19; e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19. Todos estão presos.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), eles foram levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Os detentos foram colocados em celas separadas do restante dos detentos.
A Seap informou que não houve intercorrências desde a entrada no sistema prisional. Os presos passaram pelo protocolo inicial de triagem, que inclui um período de isolamento e avaliação.
Matheus Veríssimo e João Gabriel se entregaram à polícia na terça-feira (3/3). Já Vitor Hugo e Bruno Felipe se apresentaram na quarta-feira (4/3).
Em audiência de custódia realizada nessa quinta-feira (5/3), a Justiça manteve a prisão de Matheus e João. Nesta sexta-feira (6/3), Vitor Hugo e Bruno também passaram pelo procedimento e permaneceram presos.
O processo tramita em segredo de Justiça. Após se entregarem, os investigados permaneceram em silêncio diante da polícia e disseram que só vão falar em juízo. Eles estavam sem os celulares, e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos acusados.
Todos viraram réus por estupro, com agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado. A polícia investiga ainda denúncias semelhantes feitas por pelo menos duas outras jovens contra integrantes do grupo.
Consequências aos investigados
Além da prisão, os acusados sofreram consequências em instituições de ensino e clubes esportivos.
João Gabriel Xavier Bertho, que atuava como jogador de futebol, teve o contrato suspenso pelo Serrano FC. O clube informou que a medida foi tomada de forma imediata devido à gravidade do caso.
Vitor Hugo Oliveira Simonin e o adolescente apreendido eram alunos do Colégio Pedro II. A instituição suspendeu os dois e informou que iniciou o processo de desligamento.
Segundo apuração do Metrópoles, Vitor Hugo é filho de um subsecretário do governo do Rio de Janeiro que atuava na área de direitos humanos. O servidor foi exonerado do cargo após a repercussão do caso.
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) também suspendeu por 120 dias o estudante Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Em nota, a instituição manifestou solidariedade às mulheres da comunidade acadêmica.
Matheus Veríssimo Zoel Martins é registrado como atleta do S.C. Humaitá, de acordo com dados da Liga Niteroiense de Desportos. Até o momento, o clube não se pronunciou sobre a situação do jogador após a prisão.








