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“Consentimento não é permanente”: delegado explica caso de estupro coletivo. Veja vídeo

Após repercussão nas redes sociais, o delegado explicou o conceito de consentimento no contexto criminal

atualizado

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um dos delegados do caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro
1 de 1 um dos delegados do caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução / Redes sociais

O delegado Vitor Becker, também responsável pela investigação do estupro coletivo da adolescente de 17 anos, postou nas redes sociais que tem recebido muitas mensagens sobre o caso. Entre as mais frequentes, afirmações que questionam o abuso: “Não houve estupro nenhum. A menina consentiu.” Ele aproveitou a repercussão para explicar o que é consentimento no contexto criminal. “Se ela disser que não quer continuar e for forçada a isso, é estupro. O ‘não’ da mulher importa.”

Veja:

“Consentimento não é eterno”

O delegado ponderou ainda que “[o] consentimento não é permanente, não é automático, não é eterno, não é perpétuo”. “O fato de uma mulher aceitar sair com alguém, ir ao apartamento de alguém ou até mesmo iniciar uma relação sexual com uma, duas, três, cinco ou dez pessoas não significa que ela consentiu com tudo.”


Entenda o caso: 

  • A Polícia Civil da 12ª DP (Copacabana) indiciou quatro homens envolvidos no estupro coletivo de uma jovem em Copacabana, no Rio de Janeiro.
  • O crime ocorreu em 31 de janeiro deste ano. Um adolescente também é investigado e é procurado pela polícia.
  • O juízo da Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro (RJ) expediu um mandado de busca e apreensão contra o jovem de 17 anos apontado como o “mentor” do estupro coletivo.
  • Os quatro maiores foram presos e, do grupo, alguns são investigados por outros estupros.
  • Os réus são: João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo, Bruno Alegretti e Matheus Martins.

Convite para a casa de um amigo

De acordo com a Polícia Civil, no dia do crime a vítima, também de 17 anos, recebeu um convite de um colega da escola para ir à casa de um amigo, em Copacabana. No local, a adolescente abusada por João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo, Bruno Alegretti e Matheus Martins.

O delegado Ângelo Lajes, informou que o crime foi uma “emboscada planejada”, e que os envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão.

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Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ
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Adolescentes são procurados por estupro coletivo no Rio
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Trancada no quarto

De acordo com os policiais, a vítima relatou que, ao chegar ao prédio, o adolescente que a convidou insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela.

No interior do apartamento, a adolescente foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros quatro homens que insistiam para que ela mantivesse relações com eles.

Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.

Diante dos fatos, foi decretada a prisão dos homens, que responderão pelo crime de estupro, e a apreensão do adolescente envolvido, que responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.

Diligências seguem em andamento para capturar e responsabilizar os envolvidos.

Posicionamento

Em nota, a defesa de um dos suspeitos, João Gabriel Xavier Bertho, nega o estupro. “A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos”, declarou.

A coluna Na Mira tenta localizar defesa dos outros três envolvidos indiciados. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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