PSD tenta derrubar eleição do novo presidente da Alerj
Partido do ex-prefeito Eduardo Paes alega que é preciso fazer a retotalização dos votos para a vaga de Rodrigo Bacellar, que foi cassado
atualizado
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O PSD recorreu à Justiça do Rio de Janeiro para tentar derrubar a eleição convocada para a presidência da Assembleia Legislativa (Alerj). Realizado de forma extraordinária na tarde desta quinta-feira (26/3), o pleito elegeu o deputado Douglas Ruas (PL), ex-secretário de Cláudio Castro e pré-candidato ao governo do estado, como novo presidente da Casa.
A legenda do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes — também pré-candidato ao Palácio Guanabara — argumentou que a escolha do novo comando deveria ocorrer apenas após a substituição de Rodrigo Bacellar (União). O então presidente da Alerj foi cassado nesta semana, junto com Castro, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A retotalização dos votos e a redefinição da composição da Assembleia estão previstas apenas para a próxima terça-feira (31/3).
O partido também defendeu que a convocação da sessão desrespeitou normas internas da Alerj, que estabelecem prazo mínimo entre o chamado e a realização do pleito.
A eleição foi convocada na manhã de quarta-feira (25/3), após reunião de líderes partidários, e ocorreu sob críticas da oposição. A troca no comando da Casa tornou-se necessária após a cassação de Bacellar.
Sem adversários, Ruas foi eleito com 45 votos a 0, em uma sessão esvaziada. Durante a votação, parlamentares fizeram críticas a Eduardo Paes e à decisão de seu grupo político de não lançar candidato à presidência da Alerj.
No plenário, um deputado chegou a se referir ao ex-prefeito como “Eduardo Frouxo”. Após a proclamação do resultado, enquanto colegas aplaudiam Ruas, também foram ouvidos gritos de “golpista”.
Com a eleição, Douglas Ruas passa a integrar a linha sucessória do governo estadual e deve assumir interinamente o comando do Rio.
Bacellar, então presidente da Casa, havia sido afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o impedimento, ele também saiu da linha sucessória do estado, o que levou o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, a assumir o governo após a renúncia de Cláudio Castro.
