Presidente de Câmara investigado e preso assume prefeitura no Maranhão

O vereador conhecido como “Pelego” (União Brasil) está em prisão domiciliar e assume depois da prisão do prefeito e da vice em Turilândia

atualizado

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Câmara Municipal de Turilândia / MA
José Luís Araújo Diniz, prefeito interino de Turilândia (MA)
1 de 1 José Luís Araújo Diniz, prefeito interino de Turilândia (MA) - Foto: Câmara Municipal de Turilândia / MA

Mesmo sob prisão domiciliar e na condição de investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o presidente da Câmara Municipal de Turilândia (MA), na Mesorregião do Norte Maranhense, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil– MA), passou a comandar interinamente a Prefeitura do município.

A posse ocorreu depois da decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) que determinou o afastamento e a prisão do prefeito Paulo Curió (União Brasil) e da vice-prefeita Tânya Mendes (PRD). O prefeito Paulo Curió entregou-se à polícia em São Luís, capital do Maranhão, na manhã de quarta-feira (24), após ficar dois dias foragido.

Além do prefeito, a primeira-dama do município, Eva Curió; a ex-vice-prefeita Janaina Lima e o marido dela, Marlon Serrão; e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros, apresentaram-se à polícia. A Justiça manteve as prisões.

A alteração na sucessão administrativa foi formalizada por meio de publicação feita no Diário Oficial do município, na quinta-feira (25/12) e cerimônia marcada para esse sábado (27/12), na qual é declarada a vacância temporária dos cargos de prefeito e vice-prefeita.

A vereadora Inailce Nogueira Lopes, também em prisão domiciliar, assumiu provisoriamente a presidência do Legislativo municipal. Eça e José Luís Araújo Diniz figuram entre os alvos da Operação Tântalo II, que investiga desvio de recursos.

Conforme determinação judicial, ele e outros parlamentares investigados estão autorizados a deixar suas residências exclusivamente para participar de sessões previamente agendadas da Câmara Municipal. Qualquer deslocamento fora dessas condições, sem autorização, pode acarretar a revogação da medida e a condução a uma unidade prisional.

O episódio gerou debates e levantou dúvidas sobre a legalidade e a adequação de um vereador investigado e submetido à prisão domiciliar assumir, ainda que temporariamente, a chefia do Poder Executivo municipal.

Ao publicar a sua cerimônia de posse, o agora prefeito exonerou um contador da Casa. “Exonerar do Cargo de CONTADOR da Câmara Municipal de Turilândia, o Sr. WANDSON JONATH BARROS”, diz a o texto legal.

Operação

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o grupo integra uma organização criminosa responsável por desviar mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia entre 2021 e 2025. O esquema envolve ainda a vice-prefeita, Tânia Mendes (PRD),  vereadores do município, um ex-vereador, servidores públicos, empresários e outros agentes políticos.

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