Servidores do MPF preparam lista quíntupla para a sucessão de Dodge

Termina nesta sexta, o prazo para os servidores do MPF escolherem o substituto da procuradora-geral da República. A intenção da Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF) é entregar a lista dos cinco mais votados para Jair Bolsonaro

Michael Melo/Metrópoles

atualizado 07/06/2019 14:30

Termina nesta sexta-feira (07/06/2019) o prazo para os servidores do Ministério Público Federal (MPF) escolherem o substituto da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A intenção da Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF) é entregar a lista dos cinco mais votados para o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Esta é a primeira vez que os servidores do MPF organizam o “Top 5 PGR”. “É a oportunidade para todos que fazem do MPF um órgão de excelência, a livre manifestação sobre a popularidade dos procuradores que poderão ocupar este importante posto”, destaca a entidade.

A escolha ocorre por meio do sistema eletrônico da associação. Para participar, todo servidor ou procurador, ativo ou aposentado, deverá gerar uma senha e atualizar o cadastro no portal da associação. “A participação é de fundamental importância, pois refletirá a vontade expressa em quem poderá nos representar nos próximos dois anos”, frisa o comunicado.

Ao todo, mais de 12 mil servidores poderão participar. Na hora da escolha, o associado, servidor ou procurador poderá apontar o nome de preferência. Quase 1,2 mil integrantes poderão ser escolhidos pelos participantes.

A lista com os cinco nomes será divulgada em 10 de junho. Após a publicização do resultado, um documento será enviado a Bolsonaro. Raquel Dodge deixará o cargo em setembro.

A procuradora-geral da República foi a segunda mais votada na lista tríplice da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) e acabou escolhida pelo então presidente, Michel Temer (MDB). A lista da ANPR é distinta da produzida pela ASMPF.

Essa forma de escolha passou a ser usada em 2003, durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro a escolher um nome entre os três mais votados pelos procuradores.

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