Palocci fechou delação com Ministério Público contra alvos com foro
Ex-ministro de Lula e Dilma, que deve deixar hoje a cadeia por ordem do TRF-4, fez revelações contra políticos no âmbito do Supremo

O ex-ministro Antônio Palocci fechou um acordo de delação premiada, ainda sob sigilo, que envolve acusações contra alvos com direito a foro privilegiado, como políticos com mandato. Trata-se de um novo pacote de revelações, distinto do que serviu como base para a decisão de ontem do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de conceder benefícios como a redução da pena ao ex-petista, no âmbito da Operação Lava Jato.
Ex-ministro da Fazenda de Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil de e Dilma Rousseff, Palocci teve os benefícios de seu acordo de delação fechado com a Polícia Federal, em Curitiba, validados nesta quarta-feira (28/11). Por maioria, os desembargadores da 8ª Turma Penal do TRF-4 acolheram pedido da defesa de Palocci no julgamento do recurso contra a condenação decretada pelo ex-juiz federal Sérgio Moro, em junho de 2017.
A pena de Palocci foi reduzida de 12 anos para 9 anos de prisão e foi dado o direito dele cumprir a detenção em regime semiaberto domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.
O benefício levou em conta o acordo fechado com a PF em março e homologado em junho no TRF-4 pelo relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto. – que votou pela concessão dos benefícios dada a efetividade da colaboração do réu. Essa delação tem 18 termos de depoimentos que fornecem dados para cinco frentes de investigações da PF, em Curitiba.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO ex-ministro dos governos pode deixar a Custódia da Polícia Federal, em Curitiba, ainda nesta quinta-feira (29/11). Palocci passará para o regime semiaberto domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.
O TRF-4 determinou que a alteração do regime de pena de Palocci seja comunicada com urgência à 12ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela execução penal, para cumprimento.
Novidades. O novo acordo foi fechado com o Ministério Público Federal, no âmbito dos processos do Supremo Tribunal Federal (STF). O pacote de novos termos é ainda maior que o fechado com a PF e homologado pelo TRF-4.
Durante o julgamento do recurso de Palocci, além da efetividade da colaboração atestada pelo delegado da PF Filipe Hille Pace, que fechou o acordo, foi citado sob sigilo a realização do acordo com o Ministério Público no âmbito do STF.


