Maioria do TRF-4 decide por prisão domiciliar de Palocci

Ex-ministro foi acusado de negociar propinas com a Odebrecht. Agora, ele poderá cumprir pena em casa, utilizando tornozeleira eletrônica

atualizado 28/11/2018 16:38

Antonio Cruz/Agência Brasil

Por maioria, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, acatou pedido de prisão domiciliar do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci nesta quarta-feira (28/11). Agora, o ex-petista poderá cumprir pena em casa, utilizando uma tornozeleira eletrônica.

O relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto, votou pela redução da pena e concessão do benefício, na primeira parte do julgamento, em 24 de outubro, na 8ª Turma Penal do tribunal. Nesta quarta, Leandro Paulsen seguiu o entendimento de Gebran e formou a maioria.

Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016. Em junho do ano passado, ele foi condenado em primeira instância a 12 anos, 2 meses e 20 dias pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O tempo que o político já passou na prisão será descontado do total da pena.

No processo em questão, a Justiça condenou Palocci por ter interferido no trâmite com o objetivo de favorecer a Odebrecht em contratos para a construção de navios-sonda para a Petrobras e movimentado uma “conta-corrente” de propinas da construtora para o PT.

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