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Política

"Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina", diz Bolsonaro

Presidente reclamou da "judicialização" do imunizante quanto à obrigatoriedade de tomar e questões relativas à compra

26/10/2020 11:11, atualizado 26/10/2020 11:54
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Hugo Barreto/Metrópoles
Presidente e autoridades brasil fazem coletiva no alvorada para falar de economia do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reclamou do que chamou de “judicialização da vacina”, referindo-se à defesa feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, de que a Justiça poderia decidir sobre questões relacionadas à compra e obrigatoriedade do imunizante contra a Covid-19. A declaração foi dada durante conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada, nesta segunda-feira (26/10).

Após dizer que não compraria vacina chinesa e pôr em xeque a vacina devido ao país de origem, Bolsonaro criticou interferência do Judiciário em questões relacionadas ao produto.

Na semana passada, o presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), protagonizaram um embate em torno da Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

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Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
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Myke Sena/ especial para o Metrópoles
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Alan Santos/PR

“Hoje vou estar com o ministro Pazuello, da Saúde, para poder tratar desse assunto, porque temos uma jornada pela frente onde parece que foi judicializada essa questão, e eu entendo que isso não é questão de Justiça, isso é de saúde. Não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina, não existe isso daí. Nós queremos é buscar solução para o caso”, afirmou.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, já defendeu que a solução do caso deve passar pela Justiça.

“Agora, podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, sobre essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também, digamos assim, os pré-requisitos para se adotar uma vacina”, disse Fux na última sexta-feira (23/10).