Justiça condena João de Deus a 40 anos de prisão por estupro

Sentença foi proferida pela juíza Rosângela Rodrigues, de Abadiânia (GO), nesta 2ª. É a segunda condenação do médium por crimes sexuais

Foto: Filipe Cardoso/Especial para o Metrópoles

atualizado 20/01/2020 20:40

O médium João de Deus foi condenado nesta segunda-feira (20/01/2020) a 40 anos de prisão pela juíza Rosângela Rodrigues, da comarca de Abadiânia (GO), por crimes de estupro de vulnerável – no total, o caso envolve cinco vítimas. Duas das vítimas são do Rio de Janeiro, uma de São Paulo, uma do Distrito Federal e uma do Rio Grande do Sul.

É a segunda condenação de João de Deus por crimes sexuais, que recebeu sentença de 19 anos e 4 meses de prisão em dezembro de 2019 por dois casos de estupro de vulnerável e duas violações por fraude.

No total, ele já foi denunciado 12 vezes pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por crimes sexuais. Em um desses casos, a acusação envolve, também, falsidade ideológica e, em outro, corrupção de testemunha e coação.

A última dessas denúncias foi apresentada no último dia 13 de janeiro, contra ele e dois guias que trabalhavam no transporte de fiéis para Abadiânia. Segundo o MPGO, foram também dois casos de estupro de vulnerável e as vítimas teriam sido abusadas entre janeiro de 2009 e janeiro de 2011.

Atualmente, os promotores trabalham justamente na identificação de pessoas que fariam parte da “rede de proteção” ao médium.

João de Deus está preso há um ano. Além das condenações por crimes sexuais, o médium foi denunciado e já condenado por posse ilegal de arma de fogo. A pena foi de quatro anos em regime semiaberto, mas já foi revogada. Também pesa contra ele uma denúncia envolvendo apreensão de arma e documentos.

Outras denúncias
Até agora cerca de 330 denúncias contra João de Deus foram recebidas pelo MP, sendo que 194 dessas mulheres deram andamento aos processos. Nas acusações que já foram formalmente apresentadas, somam-se 57 vítimas do médium.

Além dos processos que tramitam na Justiça, há casos de crimes já prescritos – o MP estima que muitas vítimas nem sequer tenham denunciado os abusos. Os crimes teriam ocorrido entre 1973 e 2018.

Ele nega todas as acusações. Em todas as ocasiões em que foi interrogado, o médium afirmou não conhecer as vítimas e garantiu não ter cometido os abusos.

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