Globo responde fala de Bolsonaro sobre apoio do grupo ao golpe militar
A emissora voltou a informar que os editoriais elogiando a “revolução de 1964” foram erros já reconhecidos em 2013
atualizado
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Jair Bolsonaro (PSL) concedeu entrevista à Globonews nesta sexta-feira (3/8). Ao final do programa, ele elogiou Roberto Marinho (fundador da Globo) por um editorial de 1964 tratando sobre o que chamou de “revolução”.
Diante do elogio, ao final da entrevista, a mediadora Miriam Leitão leu uma resposta das Organizações Globo na qual reconheciam o “erro” em ter apoiado o golpe militar. A jornalista informou que um novo editorial foi publicado em 2013. Pontuou também ter sido “equivocadas outras decisões editoriais do período que decorreu desse ‘desacerto’ original.” Em seguida, ela encerrou o programa sem novos comentários do pré-candidato.
O Central das Eleições entrevistou anteriormente Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Participam da sabatina jornalistas e comentaristas do canal, entre eles Miriam Leitão, Valdo Cruz, Merval Pereira, Andréia Sadi, Fernando Gabeira, Gerson Camarotti, Mario Sergio Conti, Cristiana Lôbo e Roberto D’ Avila.
Bolsonaro seria sabatinado na quinta-feira (2), mas desmarcou alegando problemas na agenda de compromissos. No mesmo horário da entrevista, porém, ele promoveu uma live nas suas redes sociais com jornalistas e apoiadores.
Esta é a segunda entrevista de Bolsonaro a um programa de televisão nesta semana. Na segunda-feira (30/7), ele participou do Roda Viva da TV Cultura. O nome do PSL à presidência da República não fugiu das polêmicas. Durante as perguntas, provocou a audiência ao se mostrar contrário às cotas no ensino público, estar mais preparado para reagir a um assalto e anunciar o astronauta Marcos Pontes como seu eventual ministro da Ciência e da Tecnologia.
