CPI da Covid-19 convoca Fábio Wajngarten, Ernesto Araújo e Dimas Covas

Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito também vão chamar representantes de farmacêuticas para prestar depoimento na próxima semana

atualizado

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Edilson Rodrigues/Agência Senado
Nelson Teich na CPI da Covid-19
1 de 1 Nelson Teich na CPI da Covid-19 - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI da Covid-19 aprovou, nesta quarta-feira (5/5), por acordo, requerimentos de convocação dos ex-ministros do governo Bolsonaro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fábio Wajngarten (secretário de Comunicação), além de Dimas Covas (diretor do Instituto Butantan) e representantes de farmacêuticas, para prestar depoimento na próxima semana.

Os integrantes da CPI avaliam que ouvir Araújo e Wajngarten é essencial para os trabalhos da Comissão. O chanceler será convocado por ter, em diversas vezes, feito ataques à China, principal parceiro comercial do Brasil e produtor de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), insumo utilizado no desenvolvimento das vacinas.

Já o depoimento de Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência, demitido em março de 2021 pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, é bastante esperado. Ao deixar o governo, Wajngarten atribuiu a responsabilidade sobre o atraso na aquisição de vacinas à “incompetência” do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Os senadores ouvem, na próxima terça-feira (11/5), Wajngarten e Marta Díez, presidente da Pfizer no Brasil. No dia seguinte (12/5), Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, e Dimas Covas, do Instituto Butantan. Na quinta-feira (13/5), Ernesto Araújo e Fernando Castro Marques, presidente do grupo União Química.

O requerimento de convocação do ex-secretário-executivo de Saúde de Manaus, Marcellus Campêlo, também foi aceito, mas não há data agendada para o depoimento. A comissão já recebeu mais de 400 requerimentos.

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Nelson Teich na CPI da Covid
Ex-ministro da Saúde Nelson Teich fala à CPI
Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a depor na CPI da Covid
O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros
CPI da Covid começou a ouvir depoimentos
Nelson Teich foi o segundo a depor
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Nelson Teich na CPI da Covid
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Ex-ministro da Saúde Nelson Teich fala à CPI
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Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a depor na CPI da Covid
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Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a depor na CPI da Covid

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O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros
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CPI da Covid começou a ouvir depoimentos
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Senador Renan Calheiros
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Mandetta falou por cerca de sete horas na CPI
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Mandetta falou por cerca de sete horas na CPI

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Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
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Luiz Henrique Mandetta na CPI da Covid
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Omar Aziz
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Vice-presidente CPI da Covid, Randolfe Rodrigues
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Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta
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Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta

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Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia realiza oitiva do ex-ministro da Saúde
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Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia realiza oitiva do ex-ministro da Saúde

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Falta de autonomia

Nesta quarta-feira (5/5), os senadores ouviram, por cerca de seis horas, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich. Ele afirmou que o desejo do governo de ampliar o uso da cloroquina o fez pedir demissão, o que “refletia uma falta de autonomia, de liderança”.

Questionado por Renan Calheiros, relator da CPI, Teich frisou que não participou da decisão sobre a produção de cloroquina, medicamento sem comprovação científica contra a Covid-19, pelo Exército brasileiro. Segundo ele, nenhuma decisão passou pelo Ministério da Saúde.

Teich ressaltou que faltou ao Brasil definir “foco e estratégia” para aquisição de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo o oncologista, o país perdeu a oportunidade de antecipar a aquisição de imunizantes.

“Acredito que sim [teríamos mais vacinas], se tivéssemos entrado nas compras de risco. Poderíamos ter adquirido doses em maior quantidade”, enfatizou.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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