Ministro ataca embaixador chinês e defende Eduardo: “Inaceitável”

Ernesto Araújo critica postagem de estrangeiro com ataques à família Bolsonaro. Crise diplomática escala

atualizado 19/03/2020 15:23

Marcos Corrêa/PR

Em meio a uma crise diplomática iniciada por críticas do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao governo chinês e respondidas agressivamente pelo embaixador do país, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, entrou em cena para esquentar mais o cenário, com fortes críticas ao diplomata Yang Wanming.

“É inaceitável que o Embaixador da China endosse ou compartilhe postagem ofensiva ao Chefe de Estado do Brasil e aos seus eleitores, como infelizmente ocorreu ontem [quarta-feira] à noite”, publicou Araújo na tarde desta quinta-feira (19/03) nas redes sociais. A questão sobre a postagem de Eduardo Bolsonaro veio depois, com uma dose de defesa:

“As críticas do deputado Eduardo Bolsonaro não refletem a posição do governo brasileiro”, afirmou o ministro. “Cabe lembrar, entretanto, que em nenhum momento ele ofendeu o Chefe de Estado chinês. A reação do Embaixador foi, assim, desproporcional e feriu a boa prática diplomática”, continuou ele.

Veja a repostagem que motivou as reclamações do chanceler brasileiro, feita pelo perfil da Embaixada da China:

 

Postagem no Twitter

Já Eduardo Bolsonaro disse que “quem assistiu Chernobyl vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa”.

As palavras do filho do presidente provocaram críticas não só dos chineses, mas de autoridades brasileiras, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se desculpou em nome do país.

O governo federal não se posicionou oficialmente sobre o assunto, mas o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que as palavras não representam o país.

Veja a íntegra da nota do chanceler brasileiro:

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