Bolsonaro volta a atacar Barroso por voto impresso: “Péssimo ministro”

Presidente disse que presidente do TSE tem "interesse pessoal" em barrar a impressão do voto, mas sem dar qualquer razão para a afirmação

atualizado 07/07/2021 17:15

Presidente Jair Bolsonaro , durante apresentação das ações para desburocratização e atração de investimentos para setor de turismo 3Igo Estrela/Metrópoles

Em entrevista nesta quarta-feira (7/7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez novas acusações ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão da atuação contrária ao voto impresso.

Bolsonaro disse à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, que Barroso tem “interesse pessoal” em barrar a impressão do voto.

“Por que o Barroso não quer mais transparência nas eleições? Porque tem interesse pessoal nisso. Ele está se envolvendo numa causa como essa e interferindo no Legislativo, isso é concreto, porque depois da ida dele ao parlamento várias lideranças trocaram os integrantes por parlamentares que vão votar contra o voto impresso”, acusou Bolsonaro.

Bolsonaro ainda chamou Barroso de “um péssimo ministro” e disse que ele defende a legalização das drogas e o aborto abertamente. “Um ministro como Barroso, o que esse cara faz no Supremo? Ele quer destruir a nossa democracia”, concluiu.

Atual presidente do TSE, Barroso atua contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) para tornar o voto impresso obrigatório e tem recebido parlamentares para tratar do assunto. Os ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin, que também integram o TSE, uniram-se ao ministro na defesa da urna eletrônica.

A votação da PEC na comissão especial criada na Câmara para analisar o texto foi adiada para esta quinta-feira (8/7). Favorável ao projeto, o relatório apresentado é de autoria do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). A matéria é encampada pela base ideológica de Bolsonaro, mas possui poucas chances de prosperar.

O Metrópoles busca contato com o ministro Luís Barroso, mas até o momento ele não comentou as declarações do mandatário da República. O TSE também foi acionado pela reportagem.

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