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Política

Bolsonaro diz que apreensão de drogas aumentou após saída de Moro

Em ofensiva contra seu ex-auxiliar, presidente citou dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública para questionar trabalho de Moro

Flávia Said18/01/2022 13:14, atualizado 18/01/2022 15:00
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Na imagem colorida, dois homens estão centralizados. Eles usam terno e gravada escuro, possuem cabelo curto e ambos são brancos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) alfinetou nesta terça-feira (18/1) o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro (Podemos), questionando o trabalho dele no governo federal. Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse:

“Olha, depois da saída do cara que tava na Justiça (não vou falar o nome dele aqui), eu acho que quintuplicou a apreensão de drogas”. A declaração foi gravada e exibida por um canal no YouTube simpático ao presidente.

A ofensiva contra Moro tem sido preparada pelo atual comandante do ministério, Anderson Torres, delegado da Polícia Federal que comanda a pasta desde março de 2021. O colunista do Metrópoles Igor Gadelha mostrou que Torres levantava dados para a ofensiva contra o ex-juiz e que um deles era, justamente, sobre apreensão de drogas.

Outros auxiliares presidenciais também preparam ataques ao ex-juiz, que deve ser adversário do atual ocupante do Palácio do Planalto nas eleições deste ano.

O ex-juiz Sergio Moro comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre janeiro de 2019 e abril de 2020.

Moro se tornou alvo de Bolsonaro e apoiadores bem antes de virar pré-candidato. Em abril de 2020, quando deixou o Ministério da Justiça acusando o presidente de tentar interferir na Polícia Federal para proteger a família, o ex-juiz, antes considerado “herói nacional” por Bolsonaro, passou a ser um símbolo de traição para os bolsonaristas.

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A união dos dois se deu pela forte oposição ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro
Outrora aliados, Bolsonaro e Moro trocam críticas públicas frequentemente
No fim de agosto de 2019, Bolsonaro ameaçou tirar Maurício Valeixo, chefe da Polícia Federal indicado por Moro, do cargo de direção da corporação
“Ele é subordinado a mim, não ao ministro, deixar bem claro isso aí”, afirmou, na época, o presidente
Após 22 anos de magistratura, o ex-juiz Sergio Moro, conhecido por conduzir a Lava Jato, firmou aliança com Bolsonaro e assumiu a condução do Ministério da Justiça, em 2019
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Após 22 anos de magistratura, o ex-juiz Sergio Moro, conhecido por conduzir a Lava Jato, firmou aliança com Bolsonaro e assumiu a condução do Ministério da Justiça, em 2019

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A união dos dois se deu pela forte oposição ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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A união dos dois se deu pela forte oposição ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Igo Estrela/Metrópoles
Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro
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Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro

Igo Estrela/Metrópoles
Outrora aliados, Bolsonaro e Moro trocam críticas públicas frequentemente
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Outrora aliados, Bolsonaro e Moro trocam críticas públicas frequentemente

Andre Borges/Esp. Metrópoles
No fim de agosto de 2019, Bolsonaro ameaçou tirar Maurício Valeixo, chefe da Polícia Federal indicado por Moro, do cargo de direção da corporação
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No fim de agosto de 2019, Bolsonaro ameaçou tirar Maurício Valeixo, chefe da Polícia Federal indicado por Moro, do cargo de direção da corporação

Rafaela Felicciano/Metrópoles
“Ele é subordinado a mim, não ao ministro, deixar bem claro isso aí”, afirmou, na época, o presidente
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“Ele é subordinado a mim, não ao ministro, deixar bem claro isso aí”, afirmou, na época, o presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Em 24 de abril de 2020, Bolsonaro exonerou Valeixo do comando da PF e Moro foi surpreendido com a decisão
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Em 24 de abril de 2020, Bolsonaro exonerou Valeixo do comando da PF e Moro foi surpreendido com a decisão

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Sergio Moro critica o presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista ao Estadão
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Sergio Moro critica o presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista ao Estadão

HUGO BARRETO/ Metrópoles
Para o senador, Moro não representa um adversário forte por não integrar o cenário político e não possuir o "exército de seguidores" de Bolsonaro
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Para o senador, Moro não representa um adversário forte por não integrar o cenário político e não possuir o "exército de seguidores" de Bolsonaro

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Em novembro, o ex-juiz retorna ao Brasil e se filia ao partido Podemos. Pela sigla, lançou-se pré-candidato à Presidência da República
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Em novembro, o ex-juiz retorna ao Brasil e se filia ao partido Podemos. Pela sigla, lançou-se pré-candidato à Presidência da República

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A relação, antes amigável, torna-se insustentável. Em entrevistas e nas redes sociais, Moro e Bolsonaro protagonizam trocas de farpas
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A relação, antes amigável, torna-se insustentável. Em entrevistas e nas redes sociais, Moro e Bolsonaro protagonizam trocas de farpas

Rafaela Felicciano/Metrópoles