Igor Gadelha

Ministro de Bolsonaro prepara ofensiva contra Sergio Moro

Ministro do presidente Jair Bolsonaro reúne dados da atuação de Sergio Moro no Ministério da Justiça para atacar o ex-juiz nas eleições

atualizado

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sergio moro em filiação ao podemos
1 de 1 sergio moro em filiação ao podemos - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A ofensiva eleitoral contra o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) este ano não deve ficar restrita somente ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ministros da ala política do governo.

Outros auxiliares presidenciais também preparam ataques ao ex-juiz, que deve ser adversário do atual ocupante do Palácio do Planalto nas eleições deste ano.

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A união dos dois se deu pela forte oposição ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro
Outrora aliados, Bolsonaro e Moro trocam críticas públicas frequentemente
No fim de agosto de 2019, Bolsonaro ameaçou tirar Maurício Valeixo, chefe da Polícia Federal indicado por Moro, do cargo de direção da corporação
“Ele é subordinado a mim, não ao ministro, deixar bem claro isso aí”, afirmou, na época, o presidente
Após 22 anos de magistratura, o ex-juiz Sergio Moro, conhecido por conduzir a Lava Jato, firmou aliança com Bolsonaro e assumiu a condução do Ministério da Justiça, em 2019
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Após 22 anos de magistratura, o ex-juiz Sergio Moro, conhecido por conduzir a Lava Jato, firmou aliança com Bolsonaro e assumiu a condução do Ministério da Justiça, em 2019

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A união dos dois se deu pela forte oposição ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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A união dos dois se deu pela forte oposição ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro
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Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro

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Outrora aliados, Bolsonaro e Moro trocam críticas públicas frequentemente
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Outrora aliados, Bolsonaro e Moro trocam críticas públicas frequentemente

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No fim de agosto de 2019, Bolsonaro ameaçou tirar Maurício Valeixo, chefe da Polícia Federal indicado por Moro, do cargo de direção da corporação
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No fim de agosto de 2019, Bolsonaro ameaçou tirar Maurício Valeixo, chefe da Polícia Federal indicado por Moro, do cargo de direção da corporação

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“Ele é subordinado a mim, não ao ministro, deixar bem claro isso aí”, afirmou, na época, o presidente
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“Ele é subordinado a mim, não ao ministro, deixar bem claro isso aí”, afirmou, na época, o presidente

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Em 24 de abril de 2020, Bolsonaro exonerou Valeixo do comando da PF e Moro foi surpreendido com a decisão
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Em 24 de abril de 2020, Bolsonaro exonerou Valeixo do comando da PF e Moro foi surpreendido com a decisão

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Sergio Moro critica o presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista ao Estadão
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Sergio Moro critica o presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista ao Estadão

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Para o senador, Moro não representa um adversário forte por não integrar o cenário político e não possuir o "exército de seguidores" de Bolsonaro
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Para o senador, Moro não representa um adversário forte por não integrar o cenário político e não possuir o "exército de seguidores" de Bolsonaro

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Em novembro, o ex-juiz retorna ao Brasil e se filia ao partido Podemos. Pela sigla, lançou-se pré-candidato à Presidência da República
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Em novembro, o ex-juiz retorna ao Brasil e se filia ao partido Podemos. Pela sigla, lançou-se pré-candidato à Presidência da República

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A relação, antes amigável, torna-se insustentável. Em entrevistas e nas redes sociais, Moro e Bolsonaro protagonizam trocas de farpas
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A relação, antes amigável, torna-se insustentável. Em entrevistas e nas redes sociais, Moro e Bolsonaro protagonizam trocas de farpas

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Um deles é o atual ministro da Justiça, Anderson Torres. Delegado da Polícia Federal, ele comanda a pasta desde março de 2021, quando assumiu o cargo em substituição a André Mendonça, então titular do ministério.

A ideia de Torres é atacar Moro por meio de dados da atuação dele na pasta, a qual o ex-juiz comandou entre janeiro de 2019 e abril de 2020. Para isso, o atual ministro pediu a auxiliares para levantarem as informações.

Um dos dados já reunidos é sobre a apreensão de cocaína por órgãos vinculados ao Ministério da Justiça. Em 2021, primeiro ano da gestão de Torres, os dados apontam “recorde”, com 18 toneladas apreendidas.

Segundo os dados reunidos pelo ministro, o resultado significa um aumento de “800%” em relação a 2019, primeiro ano de gestão de Moro, quando a apreensão da droga teria sido de 1,7 tonelada.

A ideia de Torres, que era crítico do ex-juiz antes mesmo de assumir o ministério, é soltar os dados comparativos nas redes sociais ao longo dos próximos meses, quando o debate eleitoral ficará mais intenso.

Embate nas redes sociais

Na semana passada, o atual ministro da Justiça já deu uma amostra de que pretende ir para o embate com Moro durante a campanha eleitoral, ao rebater uma postagem do ex-juiz pelas redes sociais.

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