De olho nas eleições de 2022, ex-juiz Sergio Moro se filia ao Podemos

Sergio Moro falou sobre combate à corrupção durante seu discurso. Evento ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília

atualizado 10/11/2021 11:58

Cerimônia de filiação de Sergio Moro ao PodemosRafaela Felicciano/Metrópoles

A filiação do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro ao Podemos foi oficializada nesta quarta-feira (10/11). Ao falar da estreia na política, ele se definiu como uma pessoa que se pode confiar.

Moro é cotado para concorrer à Presidência da República, sendo oponente do atual mandatário do país, Jair Bolsonaro (sem partido), e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O ex-juiz ganhou notoriedade no decorrer da Operação Lava Jato, que investigou desvios de dinheiro na Petrobras. Moro falou sobre combate à corrupção durante discurso. O evento acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

“Eu sempre fui considerado um juiz firme, e fiz justiça na forma da Lei. Na época, todos diziam que era impossível fazer isso, mas nós fizemos. Claro, com grande apoio da população brasileira. Juntos, eu, você, nós, mostramos que a lei se aplica a todos”, destacou.

Moro ainda comentou a passagem pelo governo Bolsonaro como ministro da Justiça e Segurança Pública. “Como todo bom brasileiro, eu tinha, em 2018, esperança por dias melhores. Como todo brasileiro, eu pensava no que havíamos presenciado nos últimos anos: os grandes casos de corrupção sendo revelados dia após dia, os pixulecos, as contas na Suíça e milhões de reais ou dólares roubados”, resumiu.

O Podemos é um partido que se diz independente em relação ao governo Bolsonaro. A legenda, que atualmente tem nove senadores e 10 deputados federais, é presidida pela deputada federal Renata Abreu.

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), um dos principais articuladores da filiação do ex-juiz ao partido, defendeu a trajetória de Moro no âmbito da Lava Jato.

“Os barões da corrupção querem sequestrar a narrativa e afirmam que Sergio Moro julgou movido por interesses políticos. Não, que não venham dizer que Moro julgou por interesses políticos. Moro julgou pelo Brasil, pela democracia, julgou pelo país”, destacou.

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