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Política

Alerj recorre da decisão que cancelou comissão de impeachment contra Witzel

Ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que fosse formado novo colegiado para apreciar o pedido afastamento do mandatário fluminense

02/08/2020 18:42
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Carlos Magno/Gov RJ
Wilson Witzel dá coletiva de imprensa e diz ser inocente

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) recorreu da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que dissolveu a comissão especial formada para analisar o processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC).

O requerimento pede que a decisão liminar de Toffoli seja “integralmente reconsiderada” e que a comissão especial original seja restabelecida.

“Reconsidere a respeitável decisão que deferiu a medida liminar nesta Rcl n° 42.358-RJ, restaurando-se, assim, a composição e o funcionamento da Egrégia Comissão Especial de Impeachment”, diz o documento apresentado pela Alerj ao Tribunal nesse sábado (1/8).

A liminar de Toffoli foi concedida na última segunda-feira (27/7) e atendeu a um pedido apresentado pela defesa de Witzel, que questiona o rito usado pela Alerj para conduzir o processo. Segundo os advogados, os deputados descumpriram jurisprudências do STF ao criar uma comissão especial sem votação e sem proporcionalidade de partidos.

Em sua decisão, o presidente do Supremo determinou que fosse formado novo colegiado para apreciar o pedido afastamento do mandatário fluminense.
Experiência gravíssima

Segundo o ministro, o impeachment é uma “experiência gravíssima” e por essa razão a condução do processo “precisa guardar a higidez constitucional e legal em relação ao seu procedimento”.

Na prática, a liminar de Toffoli jogou a ação pelo afastamento do governador de volta à estaca zero.

O recurso deve ser analisado pelo relator do caso, ministro Luiz Fux, que voltará ao trabalho com o fim do recesso do Judiciário.

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Wilson Witzel e Flávio Bolsonaro
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Wilson Witzel e Flávio Bolsonaro
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Witzel presta depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira
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Tomaz Silva/Agência Brasil
Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
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O Ministério Público Federal (MPF) apesentou a modalidade de desvio na segunda denúncia em que aponta Witzel como líder de organização criminosa
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O Ministério Público Federal (MPF) apesentou a modalidade de desvio na segunda denúncia em que aponta Witzel como líder de organização criminosa

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO