Ramos chama Carlos Bolsonaro de “inimputável” após ataque ao Congresso

Nas redes sociais, o vereador pelo Rio de Janeiro alfinetou o Congresso Nacional nesta terça-feira (25/06/2019)

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atualizado 25/06/2019 14:29

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a atacar o Congresso Nacional nesta terça-feira (25/06/2019). Em resposta, o presidente da Comissão Especial que analisa o texto da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que não dá para discutir com o político fluminense porque ele é “inimputável”. No Twitter, o deputado garantiu que continuará “trabalhando pelo Brasil e pelos brasileiros”.

O filho do meio de Jair Bolsonaro (PSL) escreveu, também na rede social, no início desta manhã, que os “vagabundos do país se uniram contra o governo para tentar torná-lo inviável”. Segundo o vereador, isso força a existência da narrativa de um “governo autoritário”, assim como é divulgado “lá fora”, em referência às matérias da mídia estrangeira que abordam a gestão de Bolsonaro.

“Os bandidos saem limpinhos e o Brasil volta para as mãos de quem nos saqueou. Se esquecem de muitas coisas”, disparou.

O embate ocorre em meio à pressão dos parlamentares para negociar mudanças no parecer da reforma da Previdência. O voto complementar do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), ainda está em fase de elaboração e pode atrasar o dia da votação do texto.

A intenção do Executivo era de que o projeto fosse analisado ainda nesta semana, na quinta-feira (27/06/2019). Mas, com o Parlamento vazio devido ao feriado de São João, a apreciação pode ficar para semana que vem.

O próprio secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, minimizou o fato de que a Proposta de Emenda à Constituição nº 6, que trata das mudanças nas regras da aposentadoria, pudesse ser votada na próxima semana.

Contudo, Marinho ressaltou que a expectativa ainda é de tentar colocar o texto em análise no fim da semana. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também não descartou um adiamento da votação, mas deixou claro o interesse de concluir a apreciação da pauta o quanto antes.

As declarações do filho do mandatário da República vão na contramão, inclusive, do que disse Bolsonaro na última sexta (21/06/2019). O próprio chefe do Planalto afirmou que, se fosse o caso de o voto complementar ser analisado na próxima semana, “não teria problema”.

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