“Não tenho problemas com o Rêgo Barros”, afirma Bolsonaro

Após almoço com militares, o presidente da República afirmou ainda que não vai acabar com os encontros semanais com a imprensa

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 22/07/2019 14:50

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta segunda-feira (22/07/2019) que não há problemas entre ele e o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, e que manterá os encontros ocasionais que realiza com a imprensa. “Sem problemas com o Rêgo Barros. A grande maioria quer que acabe o café, mas eu, como presidente, vou manter isso daí”, disse Bolsonaro, depois de almoçar com militares do comando da aeronáutica.

Rêgo Barros vem sendo criticado pelo segundo filho do presidente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC). Após uma fala do presidente chamando governadores do Nordeste de “paraíba” ter se tornado pública, o que gerou uma onda de críticas ao governo, Rêgo Barros, que idealizou os encontros com profissionais da imprensa, entrou na mira das publicações nas redes sociais do filho presidencial.

Filho mais velho
Bolsonaro disse ainda que todos os escândalos envolvendo seu primeiro filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP), estão esclarecidos, mas que ainda falta ouvir o depoimento do ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz.

“Tá sobrando apenas ouvir o Queiroz” disse o presidente a respeito das movimentações atípicas identificados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nas contas do atual senador que estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

O chefe do Executivo Federal disse que seu filho foi vítima de estardalhaços produzidos pela mídia, mas que as acusações não são verdadeiras. “Houve estardalhaço na mídia em três momentos. O primeiro é que ele tinha pego um milhão de reais e pago uma dívida com uma construtora. Está constatado e documentado que quem pagou essa dívida foi a Caixa Econômica Federal. Então o primeiro escândalo está afastado”, destacou o presidente.

“O outro é um depósito de R$ 2 mil para fugir do Coaf. Nesse depósito feito por envelope, o limite é de R$ 2 mil. Eu não sei quanto, alguns milhões de depósitos são feitos por semana neste sentido. Outro, alguns imóveis ele comprou na planta e está pagando mensalidade e um tempo depois vendeu. O MP estadual disse que levou em conta o valor total do preço estimado e não é verdade isso aí. Está sobrando apenas ouvir o Queiroz”, argumentou o presidente.

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